Mercado e produção crescerão abaixo do esperado

Projeções apontavam crescimento de 5% a 7%, mas mercado e produção crescerão menos que isso em 2025

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Fernando Calmon
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Os números de outubro demonstram as dificuldades de 2025. As vendas de veículos leves e pesados atingiram 260.700 unidades no mês passado, 7,2% a mais que em setembro. Todavia, a comercialização nos primeiros 10 meses deste ano (2,171 milhões de unidades) mostrou crescimento em relação ao mesmo período de 2024 de apenas 2,2%.

Já a produção totalizou 247.800 unidades, apenas 1,8% mais do que em setembro, porém 0,5% abaixo de outubro de 2024. Ao longo de 2025 saíram das linhas de montagem 2,234 milhões de unidades, ou 5,2% a mais que janeiro a outubro do ano passado.

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Estes números só foram possíveis porque na Argentina, principal mercado de exportação do Brasil, as vendas subiram 50% nos primeiros 10 meses deste ano como reflexo da recuperação da economia no país vizinho.

As vendas de veículos leves e pesados atingiram 260.700 unidades no mês passado
Crédito: Divulgação
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Programa Carro Sustentável evitará fechamento em queda

O programa Carro Sustentável é o que realmente evitará uma queda do mercado interno este ano. De acordo com a Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores de veículos, entre 10 de julho e 31 de outubro foram comercializadas 163.403 unidades enquadradas neste segmento incentivado por imposto menor - um aumento de 26%.

A entidade das concessionárias não recalculou a previsão de crescimento de 5% das vendas sobre 2024. Já a Anfavea, associação das fabricantes, que previa uma comercialização 7% maior em relação ao ano passado, desistiu de divulgar uma nova projeção de vendas para este ano.

A Toyota reve suas operações prejudicadas pela tempestade que destruiu a fábrica de Espera Feliz (SP)
Crédito: Divulgação
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Salão do Automóvel de São Paulo poderá incentivar vendas

Agora em novembro, a primeira quinzena não foi nada promissora, quando comparada ao mesmo período do ano passado. A retração atingiu 11%. Há dois fatores a indicar um viés negativo e outro positivo. Embora a Toyota tenha retomado sua produção com a importação de motores (consequência do vendaval destrutivo em sua fábrica paulista de Porto Feliz), a normalidade só se alcançará até fevereiro de 2026.

A marca perdeu vendas por falta de estoques, mas há compradores que preferiram esperar. Existe, porém, um potencial a favor. A volta do Salão do Automóvel, de 22 a 30 deste mês, pode incentivar a comercialização por impulso, depois de sete anos de interrupção. Apesar da ausência de General Motors e Volkswagen, há um clima de expectativa de atrair um recorde de visitantes para o Distrito Anhembi, local tradicional e amplamente reformado.

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