A Anfavea, no começo do ano, esperava crescimento de apenas 2,7% para veículos leves e pesados, e agora subiu a expectativa para 12,1% - com um total de 3,014 milhões de unidades. A Fenabrave tem feito projeções com grau de acerto um pouco melhor nos últimos anos. A representante das concessionárias previu vendas 3% maiores em 2026 e revisou, no começo deste mês, para avanço de 7,9% e 2,902 milhões de unidades.
Apesar da boa notícia, deve-se considerar a sustentabilidade destes bons resultados. Em 2012, foram vendidas 3,8 milhões de unidades, mas já no ano seguinte os números começaram a cair e mergulharam ao longo dos períodos que se sucederam.
O País ainda traz um grau de motorização muito baixo, de 4,6 habitantes por veículo, proporção inferior à da Argentina e do México, por exemplo - ambos em torno de 3 por um. Portanto, ainda há espaço para crescer.
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A Anfavea desistiu de judicializar a controversa decisão do Gecex que liberou uma cota de importação, sem a devia tarifa, de unidades semidesmontadas ou totalmente desmontadas (SKD e CKD) por seis meses, pois o processo duraria bem mais tempo. Entretanto, solicitará futuras agendas com antecedência e espaço para o contraditório.
As vendas acumuladas de automóveis e comerciais leves em 2026 obedeceram a esta proporção: gasolina, 2,9%; diesel, 9,4%; elétricos, 6,7%; híbridos, 5,8%; híbridos plugáveis, 5,6%; e flex, 69,7%.
As vendas de veículos elétricos continuam a crescer, mas a representatividade mantém-se limitada. Estatísticas da Fenabrave, por exemplo, apontaram aumento de vendas de elétricos de apenas 0,8% em junho sobre maio. Mas, no primeiro semestre do ano, foi de 196,2%, uma distorção provocada por volumes ainda pouco representativos.
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