A Nissan anunciou que seus motores a combustão interna de próxima geração serão os mais eficientes do mundo, já que sua eficiência térmica terá 50% de capacidade produtiva - número 25% melhor do que a tecnologia de motores atuais. As informações são dos nossos parceiros australianos do motoring.au.
Até agora, este número de 50% - o que significa que exatamente 50% da energia gerada pelo propulsor é diretamente convertida em movimento - só foi alcançado pela equipe Mercedes-AMG de Fórmula 1, em 2017, com seu motor V6 turbo híbrido.
A Nissan também afirmou que essa nova tecnologia será pioneira. Hoje em dia, a maioria dos motores de produção é capaz de atingir apenas 40% de eficiência. Segundo a marca japonesa, esse novo motor vai permitir queimar uma mistura de combustível "pobre" (com alta concentração de ar) em uma taxa de compressão mais alta.
Forçar essa mistura de ar-combustível no cilindro sob pressão mais alta, de acordo com a empresa, exige uma faísca mais poderosa - o que garantiria uma queima também mais poderosa.
A parte final do quebra-cabeça desse novo padrão de eficiência é alcançada com a tecnologia híbrida (chamada pela Nissan de e-POWER), que usa o motor para gerar eletricidade para alimentar um outro motor elétrico. Isso permite que esse propulsor a combustão opere em sua faixa de potência mais eficiente.
Nos testes, a Nissan diz que os protótipos já têm até 46% de eficiência térmica - e que os ganhos finais de 4% serão provenientes de "tecnologias de recuperação de calor residual", embora não exatamente especificadas. Veja o vídeo que explica como esse processo funciona:
A Nissan, porém, não anunciou quando sua tecnologia híbrida "e-POWER" de próxima geração com 50% de eficiência térmica será introduzida, mas é esperado que isso aconteça "em breve".
Vale destacar que o chefe de engenharia de motores e carros elétricos da Nissan, Toshihiro Hirai, disse o seguinte: "Demorou 50 anos para aumentar a eficiência térmica (de motores convencionais) de 30% para 40%. Mas com o e-POWER, podemos aumentar para 50% em alguns anos. Esse tem sido o objetivo da nossa comunidade de engenheiros", finalizou.