Já falamos aqui algumas vezes sobre a nova geração do utilitário esportivo Renault Duster. Aliás, é uma novela que se arrasta desde, pelo menos, 2022, conforme o caro leitor pode ver aqui - quando falamos que o novo Duster seria inspirado no conceito Bigster.
E, conforme antecipamos lá atrás com informações de sites internacionais, o novo Duster chegará mesmo como linha 2024. Mas, antes, sua primeira aparição já tem data marcada: será no próximo dia 29 de novembro, em Portugal.

E, sim, o modelo será inspirado no conceito Bigster, que foi desenvolvido pela Dacia - braço romeno da Renault responsável por vários modelos, como Sandero e Logan, entre outros. Naturalmente a versão de produção terá um visual mais próximo da normalidade que o exibido pelo Bigster. Que, cá, entre nós, era bem legal!
Mas podemos esperar um visual que siga algumas tendências atuais, como luzes de rodagem diurnas junto ao capô e farpois principais mais abaixo (tudo em LED), e detahes próprios de SUVs "aventureiros" como caixas de rodas com linhas retas. Curiosamente as lanternas em formato de "Y" do Bigster serão mantidas - o que é uma boa notícia, pois foge da mesmice.
A plataforma do carro é a CMF-B da Renault, que já é aplicada nas mais recentes gerações de Sandero e Logan no Velho Continente. O novo Duster também deverá ter várias versões, entre elas uma novíssima com tração 4x4 e motorização híbrida.
Havia rumores de que a tração integral seria abandonada devido às normas de emissões cada vez mais exigentes, mas sua popularidade em alguns países europeus levou a fabricante e mantê-la em seu lineup. Para isso, a saída foi apelar para a eletrificação do modelo, ainda que parcial. Aliás, também podemos esperar, para mais adiante, versões 100% elétricas do novo Duster.

Num primeiro momento, porém, vem o Duster com motor tradicional, a combustão, trabalhando junto com esse segundo motor, elétrico, instalado na traseira do veículo - e que vai tracionar as rodas em pisos de baixa aderência.
Naturalmente esse Duster híbrido 4x4 será mais caro que o modelo atual com tração integral, mas esse foi o caminho para manter a versão na linha. A instalação dessa nova parafernália foi possível justamente pelo uso da nova plataforma.

Em meio a isso tudo, uma coisa não mudará - a estratégia de vendas: o Duster continuará sendo Dacia lá na Europa e Renault aqui no Brasil. Por aqui, contudo, vai demora pra chegar. O nosso Duster atual mudou há três anos e ainda tem pelo menos uns dois de estrada pela frente.