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Novo HB20 aposta na receita do menos é mais

Hatch mais vendido da Hyundai ganha novas transmissões e mais equipamentos

por Karina Simões

O HB20 foi um golaço que a Hyundai do Brasil fez no segmento de compactos em 2012. A marca sul coreana desenvolveu um modelo específico para o mercado brasileiro – assim como faz com outros mercados também – e a receita deu certo. A fábrica de Piracibaca começou a produzir as primeiras unidades do modelo em setembro de 2012 e desde então vem colhendo bons frutos. Em três anos, o HB20 acumula quase meio milhão de veículos emplacados entre as versões hatch e sedã.

O carro não só caiu no gosto do brasileiro, como acumula fãs fervorosos. Com um filho único na linha, a marca tem que gastar a criatividade em versões e equipamentos para se reinventar para esse público. Para se ter ideia, a cada quatro ou seis meses a Hyundai lança alguma novidade na gama.

Enfim, chegou a hora de uma reestilização de verdade, mas a postura da montadora foi bem conservadora. Seguindo o jargão de que em time que se está ganhando não se mexe, as alterações foram bem pontuais. Isso porque o compacto foi um dos modelos que menos sentiu os efeitos da crise no País, com perdas mínimas nas vendas.

Para ajudar nas mudanças, a marca pediu ajuda dos próprios fãs, que deram seus pitacos certeiros. Um deles foi adicionar uma marcha extra ao câmbio manual de cinco marchas para a versão equipada com motor 1.6, a outra foi substituir o câmbio automático de 4 velocidades por outro de seis e ainda alongar um pouco o para-choque traseiro para evitar que a tampa do porta-malas amassasse em colisões leves (uma queixa recorrente dos donos do veículo que pagavam caro pelo conserto da tampa traseira).

Não se iluda

O modelo chega em 10 de outubro em 10 versões, que vão de R$ 38.995 a R$ 63.535, por enquanto, apenas na carroceria hach. O sedã e o “aventureiro” HB20X incorporam as mudanças posteriormente. A principal mudança visual concentra-se na dianteira do carro. Agora, ele adotou a identidade global da marca, batizada pela Hyundai de Escultura Fluida 2.0. Trata-se da grade hexagonal na dianteira com detalhes cromados e os faróis com projetores e luzes de LED. Para-choques também foram remodelados.

Na traseira, as lanternas mantiveram o mesmo formato, mas tiveram a disposição das luzes alteradas -  a de freio agora fica na parte de cima e a de ré na parte de baixo. Quando acesas, o efeito fica bem bonito. As rodas de liga foram redesenhadas e as calotas das versões de entrada aumentaram de 14” para 15” também com desenho diferenciado.

O único porém é que, para ter o faról bonitão deve-se desembolsar ao menos R$ 59.445 pela versão Premium. Agora, se quiser o pacote com bancos, painel das portas dianteiras e manopla de câmbio em couro marrom paga-se mais R$ 1.590. O outro opcioonal é nova central de entretenimento blueMedia por R$ 2.500. E ainda é possível colocar mais R$ 1.100 na conta se o consumidor escolher uma cor metalizada ou perolizada. Como novas cores, a montadora oferece o Prata Sand e o Bronze Terra. Com os opcionais citadois acima o HB20 beira os - pasmem - R$ 65 mil!

A central multimídia é compatível com o aplicativo Car Link, que permite o espelhamento do conteúdo de smartphones Samsung e LG na tela da central. Segundo a marca, a partir de 2016 o aparelho também terá o aplicativo Apple CarPlay, que funciona com o iPhone 5 e superiores. Um ponto negativo é a ausência de GPS, para ter um navegador só se utilizar o aplicativo Waze de seu celular, por exemplo, e torcer para ele ser compatível com o sistema. Como eu não tinha nenhum dos telefones "aceitos" pelo blueMedia, não consegui testar o dispositivo.

Finalizando o pacote de itens da versão mais salgada da gama, há ar condicionado automático digital, dois airbags laterais de tórax, que se somam aos dois airbags frontais tradicionais, e retrovisores com rebatimento automático, que abrem e fecham ao toque de um botão no painel ou por meio dos comandos na chave.

Este modelo é equipado com motor 1.6, que mantém os 122/128 cv e 16/16,6 kgf.m de torque na ordem gasolina e etanol e o novo câmbio automático de seis marchas com trocas sequenciais pela alavanca.

Por R$ 38.990, a versão de entrada Comfort tem apenas a grade hexagonal como novidade no visual, faróis e lanternas continuam os atuais. Quanto aos equipamentos, ele ganha vidros elétricos "one touch" e travas elétricas, além de um aviso de manutenção no painel. O rádio vem de série para todas as versões, ele inclui bluetooth e uma tela em LCD de 3,6 polegadas. O motor é o 1.0 que gera 75/ 80 cv e 9,4/10,2 kgf.m de torque com gasolina e etanol, respectivamente.

Confira as demais versões aqui.

Seis marchas

Melhorias para quem anda no HB20 chegaram mesmo é com as novas transmissões para a motorização 1.6. Experimentamos a versão top de linha equipada com câmbio automático de seis velocidades, uma grande evolução.  

Na prática, ele continua com trocas bem suaves e o câmbio mostrou-se bem acertado. Todavia, mesmo com duas marchas a mais que o modelo anterior, senti que ele poderia ser um pouco mais longo. A 120 km/h em sexta marcha, os giros ficam na casa dos 2.750 giros. É bastante.

O câmbio manual de 5 velocidades também foi substituído por uma caixa de seis marchas.

Outra melhoria para os modelos com motor 1.6 foi que a marca finalmente aposentou o “tanquinho” auxiliar e ele passou a contar com sistema de partida a frio. Segundo a Hyundai, o consumo também melhorou. A motorizazção 1.6 do HB20, que tinha nota B no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro recebeu a nota máxima A. A marca diz que a redução no consumo é de 6,5% para este motor, sendo de 11,8 km/l (cidade) e 14,0 km/l (estrada) quando abastecido com gasolina e 8,3 km/l (cidade) e 9,8 km/l (estrada) com etanol.

Visando a economia de combustível, a marca substituiu alguns componentes do motor por outros que geram menos atrito (novas velas de irídio, novos pistões e anel de verdação, óleo de menor atrito, e novo gerenciamento do alternador). Pneus “verdes” também passaram a calçar todas as versões.

Vai vender?

Claro que sim. Afinal, a Hyundai continua apostando nas versões oferecidas anteriormente com um pequeno acréscimo, além de mais alguns equipamentos na lista. A versão de entrada, por exemplo, aumentou R$ 400 com relação a versão atual.  E, para quem é fã do HB20 e quer ter um carro de massa com recheio “premium”, há a opção top de linha com o visual renovado de verdade. Certamente, o cliente sentira o peso desta exclusividade já que não deve ter tanta gente disposta a pagar mais de R$ 60 mil pelo hatch compacto rival do tão popular Volkswagen Gol


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