Desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro, o Hyundai HB20 foi lançado em setembro de 2012 e conquistou muita gente não apenas pelo design moderno, mas também por democratizar itens de conforto e conveniência desde as versões mais básicas. Com vendas sempre aquecidas o HB20 foi um dos veículos menos afetados pela crise no mercado de compactos - de janeiro a agosto deste ano as vendas acumulam 69.950 - , e ostenta o título de segundo modelo mais vendido no país.
Exatos três anos após seu lançamento, a marca apresenta a primeira reestilização do hatch, com mudanças no visual, evoluções na mecânica e mais equipamentos. O modelo chega em 10 de outubro em 10 versões, que vão de R$ 38.995 a R$ 63.535.
Segundo Maurício Jordão, gerente de Relações Públicas da Hyundai, clientes brasileiros colaboraram para a definição do novo HB20. A principal mudança é na dianteira do carro – agora ele adotou a identidade global da marca, batizada pela Hyundai de Escultura Fluida 2.0. Nada mais é que a ampla grade hexagonal na dianteira e os faróis afilados, como o de irmaõs maiores da linha, que nas versões mais caras contam com projetores e luzes de LED.
Os para-choques dianteiro e traseiro foram remodelados. Na traseira, as lanternas mantiveram o mesmo formato, o que mudou foi a disposição das luzes – a de freio agora fica na parte de cima e a de ré na parte de baixo. Quando acesas, elas chamam bastante atenção. As rodas de liga foram redesenhadas, assim como as calotas de 15” para as versões mais básicas.
Por dentro, as novidades ficam por conta dos tecidos do revestimento dos bancos, além da opção do couro marrom para a versão top de linha.
O carro cresceu 2 cm na traseira, segundo Rodolfo Dtopa, gerente de produto, foi por uma demanda dos clientes, que reclamavam que nas pequenas colisões traseiras, a tampa traseira era sempre danificada.
Mecânica evoluída
As versõs com motors 1.6 foram as que receberam mais melhorias. Primeiro, o “tanquinho” auxiliar foi eliminado para esta motorização e ele passou a contar com sistema de partida a frio. O câmbio manual de 5 velocidades foi substituído por uma caixa de seis marchas. A transmissão automática de 4 marchas também foi substituída por uma mais moderna, de seis velocidades, com trocas sequenciais. Não houve mudanças no desempenho, que mantém os 122/128 cv e 16/16,6 kgf.m de torque na ordem gasolina e etanol.
A Hyundai divulga orgulhosa que a motorizazção 1.6 do HB20 agora ganhou nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro – antes ele tinha nota B. Segundo a Hyundai, a redução no consumo é de 6,5% para este motor.
O conjunto mecânico das versões 1.0 já era avaliado com nota A no programa e não recebeu mudanças significativas, mas assim como o 1.6 recebeu alterações visando o consumo de economia (novas velas de irídio, novos pistões e anel de verdação, óleo de menor atrito, e novo gerenciamento do alternador). Pneus “verdes” também passaram a calçar todas as versões. O motor 1.0 gera 75/ 80 cv e 9,4/10,2 kgf.m de torque com gasolina e etanol, respectivamente, acoplado a um câmbio manual de 5 velocidades e a marca divulga que com esta motorização, o HB20 está 6% mais econômico.
Balde de água fria
Na realidade, pelas pontuais mudanças que a Hyundai fez no veículo, não dá pra dizer que este é um carro novo. Em suma, houve retoques no visual, novas transmissões para o motor 1.6 e a inclusão de equipamentos. O que é frustrante é que a repaginada do HB20, especialmente do conjunto ótico, todavia, não se aplica para todas as versões. A reformulação “completa” só vale para quem desembolsar R$ 59.445 pela versão Premium. Por R$ 43.645, a Hyundai economizou nos faróis de LED para a versão Comfort Style (logo abaixo) e as demais (Comfort Plus e Comfort) receberam apenas a nova grade. Para as versões de entrada, as novidades concentram-se na oferta de equipamentos.
Falando nisso, a nova central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas blueMedia passa a ser compatível com os aplicativos Car Link (apenas para Samsung e LG, por enquanto) e Apple Car Play (para iPhone 5 e superiores, mas estará disponível apenas em 2016), que permitem o emparelhamento do conteúdo do smartphone na tela do veículo para que seja possível utilizar o Waze, Whatssap, Spotify, entre outros aplicativos do celular. Um detalhe importante, o equipamento é opcional, disponível apenas para a versão Premium e custa R$ 2.500.
Preços e versões
Comfort – R$ 38.995 (R$ 400 a mais)
A novidade são os vidros dianteiros elétricos e travas elétricas na versão de entrada. No mais, o pacote inclui travas elétricas, ar-condicionado, direção hidráulica, volante com comandos do rádio, além de entrada USB e Bluetooth.
Comfort Plus – R$ 42. 595
Comfort Plus 1.6 – R$ 48.745
Comfort Plus AT – R$ 52.745
Entre os principais equipamentos estão vidros elétricos traseiros, calotas de 15 polegadas, retrovisores elétricos com rebatimento também pelo travamento automático das portas, maçanetas e retrovisores na cor do veículo e chave tipo canivete.
Comfort Style 1.0 – R$ 46.345
Comfort Style 1.6 – R$ 51.845
Comfort Style AT – R$ 55.845
Adiciona vidros elétricos com função “um toque” e fechamento dos vidros pela chave, além da nova lanterna traseira e rodas de liga-leve de 15 polegadas.
Premium – R$ 59.445
O diferencial na parte externa são os faróis com projetor e luzes diurnas em LED, além das maçanetas cromadas e frisos nos vidros laterais. Há ainda retrovisor com rebatimento automático ar-condicionado digital, airbags laterais, volante e alavanca de câmbio revestidos em couro, sensor de estacionamento e banco traseiro bipartido. Para esta versão há dois opcioinais: banco em couro marrom (R$ 1.590) e central multimídia blueMedia (R$ 2.500).