Existem carros que mudam de geração e quase ninguém percebe. Já outros mudam tanto que, do antecessor, só sobra mesmo o nome. Este é o caso do Mercedes-AMG GT 4-Door Coupé, que acaba de ser exibido em uma segunda geração lá na Europa.
Agora baseado na nova plataforma AMG.EA, o AMG GT 4-Door Coupé ficou maior - 5,09 metros de comprimento, 1,95 metro de largura, 1,41 metro de altura e 3,04 metros de entre-eixos - e abandonou os motores de seis e oito cilindros a gasolina para abraçar de vez a eletrificação. E se "só" isso não fosse chocante o bastante, a marca da estrela ainda resolveu trazer a identidade visual mais recente da marca para o modelo.
E no lugar das linhas harmoniosas do antecessor, o novo cupê de quatro portas da Mercedes-AMG passou a exibir um visual de linhas até mais ousadas - e polêmicas - que as do conceito que lhe serviu de base: o AMG Concept GT XX, mostrado pela marca alemã no ano passado. Tanto que a grade frontal "Panamericana" - que casa bem com qualquer produto da marca alemã -, fica perdida na dianteira agressiva desse esportivo.

Por dentro, o Mercedes-AMG GT 4-Door Coupé trouxe para 2026 o conceito de duplo cockpit do antecessor. Isso significa que agora o esportivo tem um painel forrado por telas de alta resolução: uma de 10,2 polegadas para os instrumentos e duas outras de 14 polegadas, sendo uma central e outra voltada para o passageiro do assento dianteiro.
Há quem diga que é para lembrar um avião de caça. Já eu acho esse arranjo mais parecido com o daqueles telões gigantes dos bares e casas de eventos. Apesar disso, acho que o resultado estético ficou melhor que no exterior. E eu curti a fibra de carbono no console central e a padronagem diamante nos revestimentos de porta.
Polêmicas à parte, a marca alemã reservou um conjunto mecânico poderoso para o seu novo esportivo elétrico. São três motores elétricos do tipo fluxo axial - menores, mais leves e mais potentes que os convencionais -, sendo dois ligados ao eixo traseiro e um ao eixo dianteiro.
Na configuração mais mansa, são 816 cv de potência (GT 55), enquanto a mais nervosa (GT 63) despeja 1.169 cv de potência. Esta última acelera de zero a 100 km/h em 2,1 segundos, atingindo os 200 km/h em 6,4 segundos. E a velocidade máxima é 300 km/h.
Esse conjunto motriz é alimentado por uma bateria de 106 kWh que suporta carregadores rápidos DC de até 600 kW de potência, permitindo elevar a carga de 10% a 80% em apenas 11 minutos. Já o alcance máximo é de até 696 quilômetros (ciclo WLTP).
A Mercedes-AMG sabe que muitos fãs da marca vão reclamar da retirada do motor V8 a combustão. E para tentar agradar - em parte - a esse público, a marca preparou o modo de condução AMGFORCE Sport+ para o cupê de quatro portas.
Nesse acerto AMGFORCE Sport+ o conjunto motriz elétrico passa a simular trocas de marcas - a fabricante garante que de modo similar à transmissão automatizada AMG Speedshift MCT 9G dos "antigos" AMG "63", além de emular - para dentro e para fora do carro - o mesmo ronco do icônico motor 6.3 de oito cilindros.
Fiquei curioso e fiz questão de buscar algum vídeo com o "ronco" desse novo Mercedes-AMG GT 4-Door Coupé. O resultado até parece interessante.
Mas será que ao vivo também é?
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