Os carros elétricos vão dominar as ruas em um futuro não muito distante, conforme sinalizam as principais montadoras, que investem cada vez mais em veículos movidos 100% a baterias e com zero emissões de poluentes. A tendência é tão forte que até o papa Francisco aderiu.

Durante conferência de sustentabilidade realizada no Vaticano essa semana, Karl-Thomas Newmann, chefão da Opel, presenteou o líder da Igreja Católica com uma unidade novinha do Ampera-e, hatch 100% elétrico que é a versão europeia do Chevrolet Bolt, comercializado no mercado norte-americano e que foi exposto no ano passado no Salão do Automóvel de São Paulo.

O Ampera-e, como o Bolt, é recarregado em uma tomada de energia e tem autonomia em torno de 500 km com uma carga completa das baterias. Com preço na faixa dos US$ 35 mil nos Estados Unidos, é uma aposta importante da General Motors e disputa clientes principalmente com o Nissan Leaf – o o Model 3, sedã compacto que a Tesla vai lançar este ano, também vai entrar na briga. A GM vendeu recentemente a Opel e a Vauxhall (subsidiária no Reino Unido) para o Grupo PSA, dono da Peugeot e da Citroën.

Na conferência, a Opel e a empresa italiana de energia Enel se comprometeram a desenvolver um plano de mobilidade sustentável para a cidade-estado do Vaticano, que tem planos ambiciosos: se tornar o primeiro país do mundo livre de emissões de dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.