Ofensiva pelo lítio: carros que poderiam surgir

Alívio na regras para exportação do metal usado em baterias pode viabilizar investimentos e baratear modelos elétricos

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Lucas Cardoso
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Um decreto aprovado pelo governo pode facilitar a exportação de lítio, matéria-prima das baterias. E, de quebra, promover uma expansão da produção de carros elétricos e híbridos no país. A medida, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no último dia 5, descomplica a exportação do metal, o que tende a aumentar a competitividade do setor.

O Brasil é um dos países com grandes reservas do metal, mas ainda carece de investimento na produção das células de bateria que são usadas nos carros elétricos e híbridos atuais. A expectativa é que, com a mudança na regra, os investimentos para a produção de carros elétricos tomem corpo por aqui.

Na prática, os investimentos poderiam resultar num barateamento dos componentes usados nesse tipo de veículo e, por consequência, os preços dos modelos cairiam. Isso tornaria a escolha pelo carro elétrico ou híbrido, ante os modelos a combustão, mais acessível - diferentemente do cenário atual, onde a opção é restrita a um pequeno nicho de consumidores com melhor condição financeira.

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Com uma produção local maior, modelos elétricos importados de outros mercados poderiam ser fabricados por aqui. Sem o custo da importação, certamente veríamos maior variedade e até a volta de alguns carros. Num exercício de "futurologia", decidimos fazer um recorte e trazer uma lista dos modelos que poderiam surgir em variantes híbridas no nosso mercado.

O SUV Ford Kuga tem conjunto mecânico híbrido convencional ou plug-in no mercado europeu
Crédito: Divulgação
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SUV da Ford

A Ford focou seus esforços no Brasil apenas em vender SUVs e picapes importados. Só que, até o momento, nenhum tem variante eletrificada por aqui. Em outros mercados, como no Europeu, por exemplo, a marca já oferece alternativas híbridas, plug-in e até elétricas, como é o caso do Mustang Mach-E.

Em um futuro com maior estrutura para produção de carros eletrificados, um dos modelos da marca que poderia emplacar aqui seria o Kuga híbrido. Conhecido como "SUV do Focus", o modelo entraria na briga com o Jeep Compass 4Xe, já que tem porte parecido e também existe em versão plug-in.

Na lista de opções da marca, o modelo poderia entrar no lugar do Territory, que ainda não disse a que veio por aqui. A versão híbrida do Kuga tem baterias com autonomia para rodar até 88 quilômetros e dois motores, um 2.5 a gasolina e um elétrico, com potência combinada na casa dos 225 cv. O zero a 100 km/h do SUV é feito em 9,2 segundos.

O Fit seria uma boa alternativa para a Honda entrar na onda da eletrificação no mercado brasileiro
Crédito: Divulgação
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A volta do Fit

A Honda deixou de vender o Fit por aqui, mas lá fora o carro segue sob o nome de Jazz. Nos mercados onde é vendido, o monovolume da marca japonesa é equipado com um sistema híbrido e seria uma boa alternativa para a entrada da marca numa faixa mais "popular" da eletrificação.

O Fit lá fora tem variante híbrida convencional (HEV), com três motores: o 1.5 i-VTEC, de quatro cilindros a gasolina, 98 cv e 13,3 kgf.m; uma unidade elétrica, de 109 cv e 25,8 kgf.m; e uma última, que só atua como geradora, e entrega 95 cv. Como o foco maior é na eficiência, a bateria do sistema permite apenas a circulação por pequenas distâncias no modo 100% elétrico.

O conjunto mecânico do VW Tiguan Hybrid Plug-In poderia ser "emprestado" a outros modelos, como T-Cross e Taos
Crédito: Divulgação
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Alemães híbridos

Outra marca que poderia iniciar produzir carros eletrificados por aqui com redução de custo seria a Volkswagen. A alemã tem conjuntos motrizes usados em modelos vendidos fora do país que cairiam bem por aqui. Um deles deve chegar ainda este ano sob o capô do novo Tiguan.

A combinação híbrida plug-in tem um motor 1.4 TSI de 150 cv associado a uma unidade elétrica de 116 cv, totalizando 245 cv e torque de 40,8 kgf.m. As baterias têm 9,2 kWh, e proporcionam até 49 quilômetros de autonomia.

Esse conjunto vem importado, mas bem que poderia ser feito aqui e tornar viáveis versões híbridas de modelos como T-Cross e Taos, que compartilham o motor a combustão e a plataforma com esse Tiguan híbrido. Enquanto essa expansão da indústria dos carros eletrificados não acontece, a (re)volução dos elétricos continua acontecendo - no Brasil, a conta-gotas.

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