Um decreto aprovado pelo governo pode facilitar a exportação de lítio, matéria-prima das baterias. E, de quebra, promover uma expansão da produção de carros elétricos e híbridos no país. A medida, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no último dia 5, descomplica a exportação do metal, o que tende a aumentar a competitividade do setor.
O Brasil é um dos países com grandes reservas do metal, mas ainda carece de investimento na produção das células de bateria que são usadas nos carros elétricos e híbridos atuais. A expectativa é que, com a mudança na regra, os investimentos para a produção de carros elétricos tomem corpo por aqui.
Na prática, os investimentos poderiam resultar num barateamento dos componentes usados nesse tipo de veículo e, por consequência, os preços dos modelos cairiam. Isso tornaria a escolha pelo carro elétrico ou híbrido, ante os modelos a combustão, mais acessível - diferentemente do cenário atual, onde a opção é restrita a um pequeno nicho de consumidores com melhor condição financeira.
Com uma produção local maior, modelos elétricos importados de outros mercados poderiam ser fabricados por aqui. Sem o custo da importação, certamente veríamos maior variedade e até a volta de alguns carros. Num exercício de "futurologia", decidimos fazer um recorte e trazer uma lista dos modelos que poderiam surgir em variantes híbridas no nosso mercado.
A Ford focou seus esforços no Brasil apenas em vender SUVs e picapes importados. Só que, até o momento, nenhum tem variante eletrificada por aqui. Em outros mercados, como no Europeu, por exemplo, a marca já oferece alternativas híbridas, plug-in e até elétricas, como é o caso do Mustang Mach-E.
Em um futuro com maior estrutura para produção de carros eletrificados, um dos modelos da marca que poderia emplacar aqui seria o Kuga híbrido. Conhecido como "SUV do Focus", o modelo entraria na briga com o Jeep Compass 4Xe, já que tem porte parecido e também existe em versão plug-in.
Na lista de opções da marca, o modelo poderia entrar no lugar do Territory, que ainda não disse a que veio por aqui. A versão híbrida do Kuga tem baterias com autonomia para rodar até 88 quilômetros e dois motores, um 2.5 a gasolina e um elétrico, com potência combinada na casa dos 225 cv. O zero a 100 km/h do SUV é feito em 9,2 segundos.
A Honda deixou de vender o Fit por aqui, mas lá fora o carro segue sob o nome de Jazz. Nos mercados onde é vendido, o monovolume da marca japonesa é equipado com um sistema híbrido e seria uma boa alternativa para a entrada da marca numa faixa mais "popular" da eletrificação.