A Ferrari criou uma polêmica daquelas ao revelar o Luce, o primeiro carro elétrico da casa de Maranello. Afinal, é um carro de linhas esportivas e arredondadas. Mas que - sendo bem bonzinho - não tem aquele DNA visual de um automóvel da marca fundada por Enzo Ferrari.
Pois nós aqui do WM1 resolvemos fazer o movimento contrário e eleger cinco dos automóveis de passeio mais bonitos já construídos pela Ferrari. Confira a lista a seguir e veja se você concorda com a nossa seleção. Mas uma coisa é certa: todos eles são mais bonitos que o Luce.
Praticamente toda Ferrari dos anos 1940 e 1950 é um belo carro, combinando força bruta com belíssimas carrocerias produzidas praticamente de maneira artesanal pelos famosos carrozziere italianos.
Mas se eu tivesse que escolher apenas um modelo, ficaria com o 250 Europa na carroceria cupê da Pininfarina, de 1953. Linhas arredondadas e sem excesso de cromados, em um carro equipado com um motor 3.0 V12 de 200 cv de potência.

Revelado em 1968, o Ferrari 365 GTB/4 - mais conhecido como Daytona - representou uma ruptura em relação às linhas arredondadas que marcavam os carros da marca italiana até então.
Com frente em cunha e faróis carenados, tinha linhas tão ousadas que parecia mais um típico automóvel da década seguinte. Disruptivo, mas sem ser polêmico. E com um motor 4.4 V12 de 352 cv de potência instalado na configuração central-dianteira.
F40 ou F50? Essa é uma dúvida cruel. Afinal, são dois carros que se tornaram símbolo do que era um bólido da Ferrari nos anos 1980 e 1990. Mas como eu sou obrigado a escolher um, voto na F40 mesmo.
Numa época em que boa parte da linha da Ferrari já fazia certas concessões ao luxo e conforto, o F40 era uma verdadeira volta às origens da marca: um esportivo sem frescura e equipado com um motor 3.0 V8 de 478 cv de potência. Praticamente um carro de corrida liberado para uso em vias públicas.
São várias as opções de carros bonitos da Ferrari das décadas de 2000 e 2010. Mas o mais belo, sem dúvidas, foi o LaFerrari, produzido entre 2013 e 2018.
Digo mais: um forte candidato a mais belo carro já produzido pela casa de Maranello. Um automóvel que tem tanto do DNA da marca que nem precisaria carregar os logotipos da Ferrari. E tudo isso com um avançado conjunto motriz híbrido de 963 cv de potência.
Certamente, não é o Luce. Brincadeiras à parte, escolho o Daytona SP3 como o carro da Ferrari mais bonito dessa década. E não teria como ser diferente, já que esse modelo targa especialíssimo combina a base da LaFerrari Aperta com elementos de estilo vindos dos carros dos anos 1960.
O resultado é um supercarro exclusivíssimo e de produção limitada, equipado com um motor 6.5 V12 de 840 cv de potência e sem auxílio elétrico. Um automóvel de linhas agressivas e muito ousadas. Mas que tem cara - e alma - de Ferrari.
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