(Detroit, Estados Unidos) - Apesar de Detroit ser o salão das grandes picapes, as chamadas heavy duty, a edição de 2015 do primeiro grande evento automotivo do ano foi marcado pelos superesportivos, com destaque total para os modelos da Ford e da Acura, divisão de luxo da Honda.
O carro deste salão, sem sombra de dúvidas, é o Ford GT. O modelo que foi apresentado já em sua versão de produção, e não como conceito, como normalmente acontece, é uma releitura do consagrado GT40, da década de 1960. E seu lançamento já tem data: 2016, exatos 50 anos depois de o GT40 ter conquistado as três primeiras posições das 24h de Le Mans (1966).
As informações técnicas não foram todas reveladas, mas já foi divulgado que o novo GT terá motor 3.5 V6 EcoBoost (turbo) programado para gerar mais de 600 cv de potência.
Pelo lado da Acura, a novidade foi a segunda geração do NSX, modelo que contou com o desenvolvimento, em sua primeira geração, do piloto brasileiro Ayrton Senna. Com sistema híbrido de propulsão – um motor à combustão e outros três elétricos -, o NSX é capaz de gerar cerca de 550 cv de potência. A transmissão é automatizada de dupla embreagem e nove marchas.
Sua chegada no mercado norte-americano acontece no final do terceiro trimestre, com preço inicial de aproximadamente US$ 150 mil (algo em torno de R$ 395 mil). A Honda confirmou que existem estudos para trazer o carro para o Brasil em 2016. O NSX, porém, não viria como Acura, mas sim como Honda, como aconteceu com a primeira geração.
Outro ‘ignorante da potência’ a roubar a cena em Detroit é um dos principais representantes dos muscle cars, o Ford Mustang Shelby GT 350 R. O ‘queridinho’ da Ford, que no salão perdeu espaço para o GT, é equipado com motor 5.2 V8 de 500 cv de potência e 55 kgf.m de torque. Além de um visual muito mais arrojado, com diversos apetrechos aerodinâmicos, o Shelby está mais leve e perdeu alguns itens de conforto – como ar-condicionado – para ser um carro realmente para as pistas (track day).