Brasileiras buscam vaga de pilota da Ferrari

Júlia Ayoub e Antonella Bassani lutam com outras mulheres por oportunidade na Academia de Pilotos da Scuderia

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Marcus Celestino
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Júlia Ayoub e Antonella Bassani são brabas. Muito brabas. A paulista, de 15 anos, e a catarinense, de 14, participarão das finais do FIA Girls On Track. O programa selecionará duas jovens – entre 12 e 16 anos – para integrar a prestigiosa Academia de Pilotos da Ferrari, que já revelou talentos como Charles Leclerc, Sergio Pérez e Lance Stroll. As vencedoras terão a oportunidade de correr sob a batuta da Scuderia na próxima temporada de Fórmula 4, categoria de base que mira a Fórmula 1.

Das mais de 70 mulheres que se inscreveram, 20 participaram da seletiva. Destas, apenas 12 avançaram para a etapa seguinte. Por três dias, iniciados na quarta-feira (14/10), indo até a sexta-feira (16), Júlia, Antonella e as demais competidoras participam de inúmeros desafios técnicos no circuito de Paul Ricard, na França. Todas com o sonho de se tornar uma pilota da Ferrari.

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A fase eliminatória focou em toda uma programação de corrida. As pilotas, a bordo de karts Praga calçados com pneus Pirelli, participaram de treinos de aquecimento, qualificação, superpole e de uma prova de 15 voltas. Elas também tiveram de se submeter a outras atividades de preparação física e mental.

A etapa realizada ontem (14) consistia em trabalhos focados no acerto dos carros, em técnicas de pilotagem e fatores fora das pistas. Com o resultado desses exames, a comissão julgadora indicará as oito participantes da grande final, uma clínica com monopostos da Fórmula 4.

Todas serão avaliadas pelos olhos atentos de figuras como Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Antonella Bassani pilota de Cart
A catarinense Antonella Bassani já foi vice-campeã brasileira e sul-americana de Rotax
Crédito: Reprodução
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"O fato de termos garotas dos cinco continentes reforça o apelo deste conceito único de busca por um talento. A alegria e paixão que elas nutrem pelo esporte é evidente", comentou Todt. Mattia Binotto, chefão da Ferrari, concorda, e adiciona:

"Queremos adicionar mulheres à nossa Academia de Pilotos, pois sabemos que ainda existem barreiras para elas que impedem seu progresso. Por isso respondemos com entusiasmo ao convite da FIA para introduzir mais mulheres a esse fantástico esporte".

As brasucas

Júlia Ayoub começou no kart em 2016. Em 2018, ela ganhou a seletiva Richard Mille/ Birel Art. Assim, a pilota garantiu vaga no Mundial de Kart de 2019, na Finlândia. Ela foi a única brasileira a ter participado do evento.

A paulista Júlia Ayoub começou no kart em 2016 e esteve no mundial da categoria em 2019
Crédito: reprodução/instagran
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A catarinense Antonella Bassani também tem currículo de respeito e tem tudo para conquistar uma vaga de pilota da Ferrari. A jovem já foi vice-campeã brasileira e sul-americana de Rotax. Em 2017, ficou com o oitavo lugar no Rotax Max Challenge Grand Finals – a melhor posição de uma brasileira em mundiais.

Mulheres na Fórmula 1

A participação das mulheres na principal categoria do automobilismo é, infelizmente, muito pequena. Apenas cinco tiveram a chance de atuar como titulares no circo: Divina Galica, Desiré Wilson, Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi e Giovanna Amati.

Giovanna foi a última pilota a conseguir correr como titular. Indicada por Flavio Briatore, a italiana descolou um teste na Benetton e, em seguida, assinou com a Brabham para a temporada 1992. Ela não conseguiu se qualificar para nenhuma das três primeiras etapas do ano e acabou substituída por nome conhecido: Damon Hill.

O sonho de ver uma mulher como pilota titular na Fórmula 1, no entanto, pode acontecer antes do que a gente espera. Além do FIA Girls On Track, que levará duas meninas para a Academia da Ferrari, já temos bom número de jovens talentosíssimas nas categorias de base. Uma, inclusive, tem dado o que falar.

Uma prodígio na Fórmula 4

Enquanto nossas meninas competem por uma vaga para correr a Fórmula 4 pela Academia de Pilotos da Ferrari, uma jovem já faz um salseiro com monoposto similar.

Juju Noda, de 14 anos, participa da temporada 2020 da Fórmula 4 dinamarquesa. Se a inconsistência da idade está presente, a incrível velocidade de Juju também dá sua cara. A  japonesinha tem mostrado muita qualidade. Ela conquistou uma vitória, três poles e anotou a volta mais rápida em duas corridas.

Aos 14 anos, a japonesa Juju Noda participa da temporada 2020 da Fórmula 4 dinamarquesa
Crédito: divulgação/Noda Racing
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O hype em cima de Juju Noda começou cedo. Muito cedo. Aos quatro anos ela venceu sua primeira corrida de kart. Depois de mais algumas conquistas, aos 11 ela pilotou pela primeira vez um modelo de Fórmula 3. Sim, você não leu errado: Juju pilotou um modelo de F3 aos 11 anos!

O objetivo do staff de Juju é que ela avance para a F3 já em 2021. A idade mínima da categoria é 15 anos. No entanto, a pilota terá de conquistar pontos suficientes na superlicença para subir de nível.

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