Vale pagar R$ 24 mil a mais pelo Polo completão?

Versões compartilham motor, dimensões e desempenho, mas R$ 24 mil separam os Volkswagen Polo Sense e Highline

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Nicole Santana
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Ao decidir comprar um Volkswagen Polo, vem uma segunda etapa que, muitas vezes, é até mais difícil: escolher a versão. No caso do hatch alemão, essa dúvida pode custar R$ 24 mil.

Volkswagen Polo Sense ou Highline?
Volkswagen Polo Sense ou Highline? Qual dos dois vale mais a pena?
Crédito: Reprodução/Webmotors
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Hoje, além do Polo Track — que parte de R$ 95.490 e usa o motor 1.0 MPI aspirado de 84 cv — a marca oferece as versões Sense e Highline com o motor 1.0 TSI. E o próprio configurador da Volkswagen praticamente trata o Track como um carro à parte. De fato, essa versão tem proposta diferente, acabamento simplificado e outro conjunto mecânico.

Por isso, aqui vamos focar aqui nas duas versões turbo e automáticas: a Sense, que parte de R$ 112.990, e a Highline, tabelada em R$ 136.990.

Entre elas, existe uma diferença de R$ 24 mil. É um salto relevante. Mas será que essa diferença aparece de fato na experiência ao volante? Ou estamos falando apenas mais de conforto, conveniência e status do que de essência?

Como é o Polo automático

Mecanicamente, não há diferença. Tanto a versão Sense quanto a Highline usam o motor 1.0 TSI de 999 cm³, que entrega até 109 cv com gasolina e 116 cv de potência com etanol a 5.000 rpm e 16,8 kgfm de torque já a partir de 1.750 rpm, com os dois comvustíveis.

O propulsor atua em conjunto com um câmbio automático de seis marchas. A direção é elétrica nas duas versões. É aquele conjunto que já conhecemos: bom fôlego em baixa, respostas rápidas no uso urbano e desempenho honesto na estrada.

Obviamente os números são idênticos: aceleração de zero a 100 km/h em 10,5 segundos com etanol e 11,1 segundos com gasolina. E velocidade máxima de 192 km/h.

Em dimensões, também não muda nada:

  • 4,07 metros de comprimento

  • 2,56 metros de entre-eixos

  • 1,75 metro de largura

  • 300 litros de porta-malas (365 litros no volume máximo teórico)

    Como é o Volkswagen Polo Sense

    A versão Sense já entrega bastante coisa. Não é um hatch básico. confira os principais itens de série:

    • Painel de instrumentos digital de oito polegadas

    • Central multimídia VW Play de 10,1 polegadas com App-Connect

    • Faróis de LED com luz de condução diurna integrada

    • Controles eletrônico de estabilidade e tração

    • Bloqueio eletrônico do diferencial

    • Assistente de partida em rampa

    • Sistema de frenagem automática pós-colisão

    • Monitoramento de pressão dos pneus

    • Isofix com Top Tether

    • Airbags laterais dianteiros

    • Piloto automático

    • Direção elétrica

    • Ar-condicionado com filtro de poeira e pólen

    • Sistema Kessy (acesso e partida sem chave)

    • Sensores de estacionamento traseiros

    • Vidros elétricos nas quatro portas com função one touch

    • Retrovisores elétricos com função tilt down

    • Volante multifuncional com paddle shift

    • Banco do motorista com ajuste milimétrico de altura

    • Banco traseiro rebatível

    • Quatro alto-falantes

      O Volkswagen Polo já é bem equipado desde a versão de entrada
      Crédito: Divulgação
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      É claro que o Polo Sense tem rodas de aço de 15 polegadas e ar-condicionado manual. O acabamento é mais simples. Mas, em segurança, tecnologia essencial e desempenho, ele está longe de ser um Polo "de entrada".

      Podemos enquadrá-lo como uma escolha racional, que entrega o que realmente importa por um valor consideravelmente menor.

      Veja também:

        O que muda do Sense para o Highline

        A diferença está principalmente em conforto, acabamento e conveniência.

        O Highline adiciona os seguintes itens:

        • Ar-condicionado digital Climatronic (no Sense é manual)

        • Painel digital maior (10,25 polegadas em vez de oito polegadas)

        • Câmera traseira

        • Sensores de estacionamento dianteiros

        • Sensores de chuva e de luz

        • Carregador de celular por indução

        • Retrovisor interno eletrocrômico

        • Bancos com revestimento premium

        • Banco traseiro bipartido

        • Rodas de liga leve de 16 polegadas (o Sense usa rodas de aço 15 polegadas)

          Na prática, o Highline é mais refinado. Ele tem aquele "climinha" de versão topo, com mais conforto e acabamento mais caprichado. É o Polo para quem realmente gosta do carro, gosta da marca e quer a experiência mais completa possível.

          Mas não anda mais, não é mais potente, não é maior e não é estruturalmente diferente.

          A versão topo de linha entrega mais itens de segurança e conectividade
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          Confira:

                E o custo-benefício?

                É aqui que a versão Sense brilha. Por R$ 112.990, já entrega o mesmo motor turbo, o mesmo câmbio automático, a mesma estrutura e praticamente o mesmo pacote de segurança. É racional, equilibrado e muito bem equipado para uma versão de entrada automática.

                O Highline, por R$ 136.990, entrega mais conforto e conveniência. É mais "lifestyle". É a escolha de quem quer o Polo completo, com acabamento superior e mais tecnologia embarcada para o dia a dia.

                Mas se a pergunta for puramente racional — onde está o melhor custo-benefício? — a resposta tende a apontar para a versão Sense. Porque os R$ 24 mil de diferença não mudam o que realmente define o carro: desempenho, espaço e conjunto mecânico.

                No fim das contas, a decisão depende menos do carro e mais do perfil do comprador. Se você quer o melhor Polo possível, vá de Highline. Se você quer o melhor Polo pelo dinheiro investido, o Sense é uma ótima escolha.

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