Não é nada fácil melhorar o desempenho de um carro esporte de série com acelerações brutais, comportamento em curvas exemplar, capacidade de frenagem impressionante e um interior acolhedor. Para isso, a marca alemã investiu em motorização híbrida plena.
O visual também mudou, mas continua inconfundível com o tradicional motor atrás do eixo traseiro, o que faz do 911 uma lenda - e o único a manter essa arquitetura.
Destaques para as entradas de ar laterais traseiras e saídas de ventilação a fim de reforçar a largura do carro, faróis de desenho clássico do modelo, capô em compósito de fibra de carbono que expõe duas faixas sem pintura para identificar este material (também disponível como inédito opcional nos braços dos limpadores do para-brisa). O coeficiente aerodinâmico melhorou em 10% e inclui agora flaps verticais e um defletor ativo na frente.

O motor de 3.6 litros com sistema híbrido de 400 Volts e dois turbocompressores com auxílio elétrico entrega 711 cv de potência (ganho de 61 cv) e 81,5 kgfm de torque. O câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas acopla um motor elétrico de 82 cv e 18,4 kgfm.
As mudanças mecânicas e estéticas acrescentaram 85 quilos à massa em ordem de marcha. Ainda assim, acelera de zero a 100 km/h em estonteantes 2,5 segundos (0,2 segundo mais rápido). Entre modelos produzidos em série, inclusive elétricos, praticamente sem adversários.
Saiba mais:
O novo topo de linha do Porsche 911 estreia o controle de chassi eletro-hidráulico para reduzir rolagem da carroceria. E também tem sistema de elevação da altura de rodagem dianteira para lidar com lombadas e rampas de garagem e ainda introduziu função de memória, de atuação instantânea, graças à rede de 400 Volts.

E, por questão de honra da marca, os discos de freio dianteiros com 10 pistões agora têm 420 mm de diâmetro e os traseiros, 410 mm (como referência, diâmetro de 300 mm em disco de áudio long-play de 33 rpm). Preços: R$ 2.100.000 (cupê); R$ 2.150.000 (cabriolet).
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