Porsche anuncia a produção do milionésimo 911

Marca produz o famoso cupê ininterruptamente há mais de 50 anos. Veja cinco curiosidades sobre o esportivo alemão

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Redação WM1
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A Porsche anunciou a produção da unidade de número 1 milhão do 911 desde o início da sua produção, há 54 anos, em 1963. O carro que teve a honra de representar a marca foi uma unidade exclusiva da versão Carrera S com pintura verde-escura “Irish Green”, placa comemorativa e detalhes nostálgicos como revestimento xadrez na cabine, volante com detalhes em madeira, e painel com ponteiros brancos (como nos primeiros exemplares).

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Crédito: 981339-one-millionth-911-911-carrera-s-kit-2017-porsche-ag-1
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O carro é equipado com motor boxer, com cilindros contrapostos e na posição traseira, como manda a tradição, capaz de render 420 cv de potência e acelerar de zero a 100 km/h em 4,3 segundos. Tudo isso com direito a comodidades modernas como central multimídia compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

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Crédito: porsche-911-one-million-6
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O exemplar histórico não será colocado à venda e fará parte de eventos comemorativos da Porsche na Europa antes de ir repousar no museu na cidade-sede da marca alemã, em Stuttgart, na Alemanha. Em 2013, o 911 alcançou outra marca importante: 50 anos de produção ininterrupta do modelo na fábrica de Zuffenhausen, nos arredores de Stuttgart, onde hoje também é produzida a família 718, formada por Cayman e Boxster.

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Crédito: porsche-911-one-million-3
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Confira cinco curiosidades sobre o 911:

Estilo

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Crédito: 50_years_of_porsche_911_1
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Desde o seu lançamento comercial, em 1964, o Porsche 911 manteve praticamente inalteradas suas formas e e proporções originais, sendo um dos designs automotivos mais clássicos e reconhecíveis no planeta. Suas formas são familiares para muita gente também porque ele lembra o popular Fusca, que também traz motor e tração na traseira. Não por acaso: o Fusca foi criado por Ferdinand Porsche, fundador da companhia que leva seu sobrenome e da Volkswagen, enquanto o 911 foi um projeto comandado por Ferry Porsche, filho de Ferdinand. Atualmente, o cupê está na sétima geração, apresentada em 2011.

Nome

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Crédito: 1964_porsche-911
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Quando a Porsche apresentou o primeiro 911 em 1963, no Salão de Frankfurt, na Alemanha, o carro era chamado de 901. No ano seguinte, ao levar o novo modelo para o Salão de Paris, a montadora alemã foi notificada pela Peugeot que o uso do numeral 910 era uma quebra de direitos de uso, que pertenciam à companhia francesa – cujos modelos têm três numerais como nome, com um zero no centro, desde a década de 20. A Porsche não teve outra saída que não alterar a nomenclatura do seu cupê no meio do seu lançamento. A opção por repetir o “1” foi por motivos econômicos, para aproveitar os emblemas que já tinham sido produzidos até então.

Motor na traseira

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Crédito: 2009-porsche-boxster-s-34-liter-flat-6-engine-illustration
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Desde o seu nascimento, o 911 utiliza uma combinação que à primeira vista não combina com um carro de pretensões esportivas: motor pendurado depois do eixo traseiro, com tração também na parte de trás. A concentração do peso nessa parte do chassi teria tudo para tornar o 911 um carro ruim de dirigir, com tendência excessiva de sair de traseira, e de fato ele é um carro que exige um pouco de conhecimento para ser guiado com alta velocidade. Mas o bom desempenho nas pistas em mais de cinco décadas de história comprovam a sua aptidão para correr – para se ter uma ideia, cerca de dois terços das mais de 30 mil vitórias foram com o 911. Outra curiosidade do cupê alemão é o uso de motor do tipo “boxer”, no qual os cilindros vão “deitados” e contrapostos, com uma bancada de dois ou três cilindros de cada lado – medida que reduz o centro de gravidade e melhora a dirigibilidade do carro. Esse motor, como o Fusca, era refrigerado a ar até 1997, quando passou a trazer radiador

Chave no lado esquerdo

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Crédito: porsche_partida
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Essa é outra idiossincrasia do 911, que nasceu nas pistas de corrida. Essa configuração foi usada em carros de competição dos anos 20, de marcas como Mercedes-Benz, que participavam de provas como Le Mans, nas quais a largada era dada com os pilotos fora do veículo – eles precisavam correr até o carro e, com a chave no lado externo do painel, podiam girar a ignição e engatar a primeira marcha ao mesmo tempo. Essa referência ao passado permanece até hoje nas versões de passeio do 911, uma tradição tão forte quanto o motor boxer traseiro e a tração traseira – embora há muitos anos existam versões do cupê com tração integral. Como o 911 traz sensor de chave, o detalhe é mais um apego ao passado que uma necessidade.

Resistência

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Crédito: porsche-911-1980-15
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Há cerca de dois anos, a Porsche anunciou que cerca de dois terços dos 911 já fabricados continuam rodando por aí, para destacar a robustez e resistência mecânica do 911. Com mais de 1 milhão de unidades já fabricadas, de acordo com a informação da montadora atualmente existem mais de 660 mil exemplares do 911 rodando pelo mundo, boa parte deles nos Estados Unidos. A robustez ainda é famosa, mas hoje o cupê é uma máquina complexa, cheia de recursos eletrônicos e assistentes de segurança que têm pouco a ver com sua rusticidade original, que o aproximava tecnicamente no passado mais do Fusca que de uma Ferrari.

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