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Preocupações com pedestres aumentam na Europa

Até Inteligência Artificial vem sendo usada para prever falhas de motoristas ou imprudência de pedestres

por Fernando Calmon

Levantamento recente da Comissão Europeia de Segurança no Trânsito registrou 7.807 acidentes fatais em áreas urbanas dos países que fazem parte da União Europeia. Deste total, 33% (2.570) foram pedestres atingidos por veículos motorizados.
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No Brasil, levantamento feito com base nos registros do Data SUS, pelo Governo Federal, mostra que nos últimos 10 anos 18 pedestres em média morreram diariamente nas nossas ruas e avenidas.
Isso corresponde a cerca de 6.575 acidentes fatais anuais em acidentes por atropelamento. Trata-se de uma proporção ainda mais preocupante, quando se leva em consideração que a frota europeia é quase seis vezes maior.
A preocupação com a proteção de pedestres tem aumentado devido à crescente variedade de modais de transporte, o que provoca o aumento do trânsito para uma infraestrutura viária que não consegue acompanhar esta evolução, e isso afeta diretamente a segurança viária.

Uma proposta para melhorar este cenário, em relação à movimentação dos pedestres, vem sendo desenvolvida na Alemanha pelo Instituto Fraunhofer EMI, de Dinâmica de Alta Velocidade, especializado na pesquisa de colisões, fenômenos de impacto e conceitos de segurança.
Para desenvolver tais sistemas são necessários dados em testes abrangentes de cerca de 2,1 bilhões de quilômetros para garantir que cada situação de tráfego relevante ocorra pelo menos uma vez com uma probabilidade de 50% de ocorrer.
Este problema é abordado usando dados sintéticos de simulação. Para isso, uma representação realista dos pedestres é crucial, especialmente nas cidades. A EMI está preenchendo essa lacuna e, como primeiro passo, integrou a modelagem aprimorada de pedestres à simulação de tráfego.
Com a expertise no desenvolvimento de simulações baseadas no deslocamento de multidões durante grandes eventos, leva-se em consideração a interação entre indivíduos e suas reações a obstáculos, estejam eles parados ou em movimento.
Também há modelagem de comportamento de pedestres com características individuais, como objetivos, necessidades e disposição para assumir riscos. Por fim, os algoritmos de otimização desenvolvidos no EMI podem ser utilizados em modelos comportamentais integrados.
Isso garante a escolha ideal dos valores nos parâmetros do modelo com base em uma comparação estatística de dados reais. Além dos algoritmos clássicos de simulação, também se pesquisa o uso de métodos apontados por Inteligência Artificial.
Em particular, investiga-se a possibilidade de prever realisticamente processos de tomada de decisão, como atravessar ruas. Para isso são usados algoritmos de aprendizado reforçados.
De grande ajuda são os sistemas autônomos de controle que estão sendo desenvolvidos e implantados pelos fabricantes. Eles visam proteger melhor os usuários - particularmente os mais vulneráveis ​​nas vias, especialmente pedestres, procurando minimizar possíveis falhas humanas em situações críticas.

AEB: maior avanço para salvar vidas no trânsito

Um exemplo de sistema de detecção e proteção de pedestres é o AEB (Frenagem Autônoma de Emergência, na sigla em inglês), mas que funciona também para identificar ciclistas em risco de acidentes, além de evitar colisões com outros veículos ou obstáculos.
Para isso podem ser usados um radar, câmeras ou Lidar (pulsos de luz laser para medir distância com alta precisão e rapidez, na sigla em inglês). Dessa forma alerta-se o motorista com sinais visuais e sonoros, se uma pessoa for detectada na sua trajetória.
Posicionado atrás do logotipo da marca, na área frontal do veículo, identifica ininterruptamente o que ocorre no trânsito à frente. Ao identificar a presença de uma pessoa atravessando a rua e a possibilidade de um atropelamento, caso o motorista não esboce nenhuma ação para reduzir a velocidade, o sistema dispara um aviso sonoro e um alerta visual no quadro de instrumentos.
Se ainda assim não houver reação de quem está ao volante, o sistema inicia a frenagem automaticamente e de forma a aplicar a maior potência possível nos freios. O sistema AEB funciona em velocidades entre 5 km/h e 80 km/h. Mas, dependendo do fabricante, pode limitar-se a 50 km/h.

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