No entanto, quando comparamos agosto de 2025 frente agosto de 2024, quando foram produzidos 259,6 mil veículos, a retração é de relevantes 4,8%.
De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, as exportações são responsáveis foram fundamentais para manter os números de produção local em agosto. No período, foram enviados para outros países 57,1 mil veículo, número 19,3% superior a julho (47,9 mil autoveículos exportados) e impressionantes 49,3% frente agosto de 2024 (38,2 mil veículos exportados).
Vale destacar ainda que este número de exportações é o melhor desde junho de 2018, e está totalmente atrelado ao crescimento de mais de 145% de carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus para a Argentina.
Produção de veículos, emplacamentos e exportações têm números positivos no acumulado do ano
Olhando para o acumulado do ano, os números ainda seguem positivos. Com 1,74 milhão de veículos produzidos nos oito primeiros meses de 2025, o crescimento em comparação com o mesmo período do ano passado é de 6%, quando foram feitos nas fábricas nacionais 1,64 milhão de autoveículos.Já os emplacamentos registram uma alta mais tímida de 2,8% - 1,66 milhão de emplacamentos em 2025 frente 1,62 milhão em 2024. O número está bem abaixo dos 5% projetados pela própria associação em julho, que já é uma revisão dos 6,3% traçado para o ano.
As exportações estão com os dados mais positivos e até certo ponto impressionantes. De janeiro a agosto deste ano foram exportados 378,2 mil veículos contra 242,6 mil nos mesmos oito meses do ano passado, o que representa um avanço forte e 55,9%.
Cenário econômico preocupa
Apesar de os números ainda estarem positivos, a postura para os últimos meses do ano é de atenção. Segundo com Calvet, a Taxa Básica de Juros, conhecida como Taxa Selic, na casa dos 15% e com previsão de não redução a curto prazo poderá ser a grande vilã do mercado de automotivo neste momento. Outro índice que faz a luz de alerta acender é o de inadimplência, que voltou a crescer.Veja também
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