Os números de emplacamentos divulgados pela Fenabrave foram um bom sinal. Mas a resposta definitiva feito nesta quarta-feira (8/4), com o balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea): março foi um mês excepcionalmente bom quando o assunto é produção de veículos no Brasil.
Foram fabricados 264,1 mil automóveis e veículos comerciais. Alta de 35,6% sobre março de 2025 e de 27,6% sobre fevereiro. O melhor resultado da indústria brasileira desde outubro de 2019.
E mesmo com esse crescimento na produção, o estoque de veículos zero-quilômetro nas lojas recuou em relação a fevereiro, caindo do equivalente a 51 dias de vendas para 43 dias de vendas.

Impulsionado pela retomada do mercado colombiano, o volume de veículos exportados também cresceu: 21,1% na comparação com fevereiro, passando de 33,4 mil unidades para 40,4 mil unidades.
Praticamente o mesmo volume de março de 2025. Embora, no acumulado do 1º trimestre de 2026, o volume de exportações tenha ficado 18,5% abaixo do patamar dos três primeiros meses do ano anterior.
Em nota, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, reconheceu que março foi um mês com bom ritmo de produção e vendas. Mas ainda é cedo para cantar vitória. "Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”.
Essa cautela é explicada por fatores como a possibilidade de redução da Selic menor que o previsto inicialmente e também pela conjuntura internacional, com a desvalorização do dólar e o impacto do conflito entre Estados Unidos e Irã no preço do petróleo.
Elementos que podem impactar negativamente na indústria nacional nos próximos meses.
Apesar do volume menor de exportações na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a indústria produziu mais veículos que nos três primeiros meses do ano passado.
Entre janeiro e março, foram fabricados 634,7 mil veículos. Alta de 6% na comparação com o mesmo período de 2025, que fechou com a produção de 598,8 mil unidades.
Falando apenas dos veículos leves, a produção de automóveis de passeio cresceu 6,3%, chegando a 478,8 mil unidades, enquanto a de veículos comerciais cresceu 12%, chegando a 122,5 mil veículos.
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