O 33º Congresso ExpoFenabrave realizado em São Paulo (SP) se consolidou como o segundo maior evento mundial do setor de distribuição de veículos automotores e o maior da América Latina. Perde apenas para o evento da congênere NADA, nos EUA.
Neste ano, em que a entidade completa 60 anos, foram 12 mil participantes inscritos e 200 marcas expositoras. Arcélio Alceu Jr., presidente da Fenabrave, destacou o aumento de mais de 20% sobre o público do ano passado, sem considerar os visitantes apenas da feira.

Quanto às projeções de vendas, o mercado deve crescer menos em 2025 do que o previsto, segundo a entidade. A revisão aponta que serão 2,75 milhões de unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em vez de 5% de expansão, o avanço será de 4,4% sobre 2024.
O recuo se deve ao mercado de caminhões bastante dependente do PIB e do crédito. "A taxa de juros, puxada pela Selic, chegou muito forte ao segmento”, apontou Alceu Jr.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em palestra na abertura do Congresso da Fenabrave que a taxa Selic permanecerá elevada por mais tempo. "Foi descumprida a meta de inflação em 2024 e, de novo, em 2025. Isso exige uma política monetária mais restritiva", afirmou, com razão.

Com a chegada de novas marcas ao mercado brasileiro, principalmente chinesas, foram abertas 1.225 novas concessionárias, que agora somam 8.225 e elevam para 58 o número de associações de marca filiadas à entidade.
A regulação entre concessionárias e fabricantes é feita pela Lei Renato Ferrari, de 1979. Por incrível que pareça, a constitucionalidade desta lei até hoje está para ser julgada pelo STF. Não se espera nenhuma surpresa, mas a BYD, por exemplo, tentou substituir o regime de concessão previsto na lei atual por uma simples representação comercial. Mas depois recuou.