O Procon-SP divulgou o balanço dos recalls de automóveis realizados no Brasil em 2017. Foram convocados 1.965.253 veículos no país, dos quais 846.103 (43%) foram unidades com problemas relacionados aos airbags.
O órgão de defesa do consumidor não tem esse recorte específico, porém dá para dizer que boa parte das campanhas preventivas ligadas às bolsas infláveis está relacionada a unidades defeituosas da Takata, que já motivaram o recall de mais de 2,5 milhões de carros somente no Brasil e estão ligadas a mais de 15 mortes no exterior. A falha está relacionada ao deflagrador, que pode se romper no acionamento do airbag, projetando fragmentos metálicos na cabine que podem causar ferimentos graves e até fatais.
O total de carros afetados pelo defeito em unidades da Takata só cresce. Somente em 2018, a Honda anunciou recall para 86.516 unidades do Fit e do City, por conta de airbags dessa fornecedora, enquanto a Fiat convocou 13.384 unidades de Uno, Palio e Grand Siena pelo mesmo motivo.
Considerando o total de campanhas preventivas para automóveis em 2017, foram 128 no total, dos quais 35 de airbags (27,3%).
O Procon-SP informa, ainda, que desde 2002 já foram realizadas 977 campanhas de recall para veículos no Brasil, com percentual de 48% de comparecimento dos consumidores - aqueles que efetivamente foram a uma concessionária e realizaram o reparo.
No ano passado, a Mercedes-Benz foi a fabricante com o maior número de recalls (19), seguida pela Fiat, com 11, e pela Toyota, com 10 campanhas preventivas ao longo de 2017. Considerando o total de automóveis convocados, a liderança é da Toyota, com 573.356 veículos, com a Fiat na segunda posição (423.027).
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