EUA, Brasil e Austrália, além de vários outros países, já haviam recebido instruções para limitar a recarga de baterias a 70% a fim de evitar risco de incêndio. E também estacionar longe de prédios. A sueca Volvo cultiva a tradição de priorizar a segurança de seus carros e não costuma sofrer desabono de sua imagem.
No começo desta semana, finalmente, anunciou um recall (convocação para corrigir defeitos graves) de 40.323 SUVs elétricos compactos EX30. Estão no mercado desde meados de 2023. Controlada pelo conglomerado chinês Geely, a empresa já tinha dado um passo em falso ao comprar a fábrica sueca de baterias Northvolt, em 2025.O Investimento não deu certo por razões financeiras e técnicas, e nenhuma bateria foi adquirida.
Não faltaram exemplos dos cuidados com fornecedores de um item extremamente sensível. A GM, em 2020, enfrentou problemas com as baterias da sul-coreana LG. Cerca de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt foram parcialmente imobilizadas e o recall custou US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões).
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Por fim, a Volvo também foi prejudicada por outro problema. Novas baterias vieram da China, fabricadas por uma sociedade entre a sua controladora e uma fabricante especialista neste ramo - a empresa Shandong GeelySunwoda Power Battery Co. também produziu baterias defeituosas. Nem mesmo o nome respeitado da Geely na razão social do fornecedor evitou as dificuldades. O custo do recall não foi revelado.
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