Segurança das crianças nos carros requer atenção

Pesquisas no exterior indicam erros comuns na colocação e nos ajustes dos banquinhos infantis, que comprometem segurança

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Fernando Calmon
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Análise divulgada pela American Automobile Association (AAA) com base em dados de acidentes de trânsito registrados oficialmente nos EUA mostra uma tendência preocupante com relação à segurança infantil em automóveis.

A maioria das crianças correu riscos elevados em caso de acidentes devido a não estarem corretamente protegidas por sistemas de retenção mal dimensionados ou instalados de maneira incorreta e, pior, por viajarem completamente soltas, sem nenhuma proteção.

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Pesquisa nos EUA mostrou que crianças mal protegidas se feriram ou morreram em acidentes com veículos
Pesquisa nos EUA mostrou que crianças mal protegidas se feriram ou morreram em acidentes com veículos
Crédito: Reprodução da internet
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De 2019 a 2023, mais de 3,9 milhões de crianças com 11 anos ou menos estiveram envolvidas em acidentes de trânsito nos EUA, resultando em cerca de 516.000 feridos e mais de 2.800 mortes. Nos casos fatais, a porcentagem de crianças completamente soltas na cabine, sem nenhum equipamento de retenção, foi assustadora.

Quatro em cada dez com idades de 7 a 11 anos, três em cada dez de 4 a 6 anos e uma em cada quatro mais novas, de zero a 3 anos, morreram devido a esta irreflexão.

A análise também constatou que 67% dos banquinhos infantis verificados em 2024 foram instaladas nos veículos de maneira errada ou utilizados incorretamente, tendo como base 91.618 inspeções.

Notou-se também que o uso desses equipamentos de segurança costuma diminuir depois que a criança completa três anos de idade. Cai quase 10% entre 3 e 4 anos de idade e continua a escolher à medida que crescem.

Porém, muitas delas ainda não estão prontas para usar somente o cinto de segurança. "As crianças crescem rápido, todavia a adaptação ao cinto de segurança leva tempo e por isso devem usar assentos elevatórios, que ajudam a mantê-las seguras até que cintos se ajustem corretamente", analisa Amy Artuso, especialista em segurança viária e mobilidade.

As crianças devem usar cadeirinhas ou assentos elevatórios específicos
Crédito: Reprodução
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Altura sempre importa mais que a idade

A Academia Americana de Pediatria estima que a maioria das crianças entre 10 e 12 anos de idade não deve usar apenas o cinto de segurança. Muitas vezes são retiradas das cadeirinhas apropriadas antes que seja seguro.

Os pais podem não saber que o ajuste do cinto de segurança depende mais da altura do filho do que da idade. Com base na altura, até pré-adolescentes com mais de dez anos podem se beneficiar com o uso de um banco de elevação. A maioria deles acomoda crianças com até 1,45 m de altura.

Quando usados ​​corretamente, bancos e assentos elevatórios fixados pelos cintos de segurança protegem os mais jovens. Reduzem as fatalidades em cerca de 70% para bebês menores de um ano e em 54% para crianças de 1 a 4 anos nos automóveis de passeio.

Porém, conforme a análise da AAA, 23% das crianças mudam para assentos de elevação antes da hora e mais de 89% passam a usar somente o cinto de segurança cedo demais.

Outros problemas abordados na análise referem-se à instalação e uso desses equipamentos de segurança. Os três erros mais comuns: má fixação do banquinho na estrutura de apoio do banco do carro; cinto de segurança frouxo ao acomodar a criança no banquinho ou no assento de elevação; e não usar a correia superior ao instalar banquinho ou bebê-conforto voltados para a traseira do carro juntamente com o sistema de ancoragem inferior ou cinto de segurança.

No Brasil não existe um levantamento preciso sobre este assunto. Conforme a legislação, o uso indicado depende da idade, peso e altura da criança e segue as seguintes regras:

  • Bebê-Conforto: para crianças de até 1 ano de idade ou até 13 quilos. Deve sempre ser fixado no banco de trás e com a criança virada para a traseira do veículo. A instalação deve ter leve inclinação para que cabeça e pescoço do bebê fiquem mais protegidos.
  • Banquinho: obrigatório entre 1 e 4 anos e peso corporal entre 9 e 18 quilos. Banquinho pode ser virado para a dianteira do veículo, mas as alças do banquinho devem sair na altura do ombro da criança, ou ligeiramente acima, além de ajustadas corretamente.
  • Uma das opções é instalar a cadeirinha do bebê virada para trás e presa ao Isofix
    Crédito: Divulgação
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    • Assento de Elevação: obrigatório de 4 a 7 anos e meio, com peso entre 15 e 36 quilos ou que ainda não atingiram 1,45 m de altura. O cinto de três pontos do veículo deve passar sobre o ombro e a barriga da criança. Ela deve ficar sentada confortavelmente com as costas apoiadas no encosto do banco, joelhos dobrados e sem incômodo no pescoço ou barriga.
    • Cinto de Segurança: é liberado para crianças com mais de 7 anos e meio ou que já tenham atingido 1,45 m de altura. A criança deve estar sentada confortavelmente com as costas apoiadas no encosto do banco, joelhos dobrados e sem desconforto no pescoço ou na barriga.
    • A atual legislação do País também incorpora a lei do Isofix, sistema de fixação mais seguro para ancoragem do bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação no banco traseiro do carro, e que desde 2020 passou a ser obrigatório nos veículos novos tanto fabricados aqui como importados.

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