Até agora, apenas Anfavea e Sindipeças se posicionavam de forma contrária à ampliação descontrolada destes dois arranjos frente ao tradicional, cujo índice de conteúdo local costuma ser de 70% a 80% ou pouco além. Neste caso, incluem-se componentes de fornecedores, além de estamparia, armação, pintura e montagem final. Ou seja, uma longa cadeia que gera empregos mais bem remunerados.
Modelos caros, como os montados por Audi (Paraná), BMW (Santa Catarina) e Land Rover (Rio de Janeiro), justificam-se pela baixa escala produtiva. Replicar para veículos de preço médio ou de entrada claramente vai gerar desemprego aqui e empregos no exterior, em particular na China, mas não só.
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Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, ressaltou: "Se este modelo de negócio, CKD e SKD, for atraente, utilizaremos também. O objetivo de uma indústria é tornar seu futuro viável, ter rentabilidade e gerar investimentos. Sem isso, não há futuro. Assim, precisamos utilizar as mesmas armas dos nossos concorrentes".
Tanto Stellantis (Leapmotor) quanto Renault (Geely) e GM (Saic-Wuling) já decidiram aplicar a mesma estratégia em baixa escala, com suas sócias chinesas. Contudo, devem manter a produção como implantada hoje, se houver equilíbrio de oportunidades.
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