A desvalorização sempre foi um dos fatores mais importantes na hora de escolher um carro. Mas, com a chegada dos híbridos, essa conta ficou um pouco menos previsível.
Um levantamento com base nos preços exibidos na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) comparou o preço de SUVs híbridos vendidos em 2023 com seus valores em 2026. E o resultado mostra um cenário bem diferente do que muita gente poderia imaginar.

Dependendo do modelo, a perda de valor pode variar bastante. E chegar a mais de 20 pontos percentuais de diferença dentro do mesmo segmento.
Entre os modelos analisados, o destaque foi o Haval H6 Premium HEV, que apresentou a menor desvalorização no período.
O SUV saiu de R$ 209.000 em 2023 para R$ 174.173 em 2026, o que representou uma queda de 16,7%.
O número chama atenção principalmente porque fica abaixo até dos apresentados por alguns SUVs a combustão no mesmo intervalo de tempo. Isso mostra que nem todo híbrido sofre perda acelerada de valor.
Logo atrás aparece o Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, com desvalorização de 18,7% no período.
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Se por um lado alguns modelos conseguem segurar melhor o preço, por outro há casos em que a desvalorização é bem mais acentuada.
O BYD Song Plus aparece como o modelo com maior queda, com desvalorização de 39,1% entre 2023 e 2026. Muito próximo está o Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, que perdeu 38,2% no mesmo período.
Esses números mostram como o comportamento do mercado de usados ainda está em adaptação quando o assunto são modelos eletrificados.
O dado mais interessante do levantamento não é apenas quem ganha ou perde, mas sim o tamanho da diferença. Entre o modelo que menos desvaloriza e o que mais perde valor, a variação passa de 20 pontos percentuais.
Na prática, isso significa que dois SUVs híbridos de faixa de preço parecida podem ter custos de propriedade bem diferentes ao longo do tempo.
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Essa diferença entre os modelos pode ser explicada por uma combinação de fatores. Entre eles estão a força da marca no mercado, a aceitação do público, a rede de concessionárias, e ainda estratégias comerciais aplicadas pelas fabricantes.
Nos últimos anos, a chamada "guerra de preços" entre modelos eletrificados também influenciou diretamente esse cenário, pressionando valores de revenda.
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