Uma voltinha memorável de Polaris RZR XP4 1000

Populares no exterior, os UTVs têm atraído cada vez mais adeptos no Brasil

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Karina Simões
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Nasci em uma família de jipeiros e vivi a infância e adolescência sacolejando dentro de um jipe em trilhas Brasil afora. Sempre cruzávamos com motos de trilha pelo caminho. Todavia, recentemente um outro tipo de veículo tem dominado os caminhos enlameados, os UTVs. Você já ouviu falar? UTV é a sigla para veículo utilitário multitarefas, um intermediário entre o carro e o quadriciclo.

Este tipo de veículo é muito popular no exterior, principalmente entre os amantes do universo off-road e os que gostam de circular em locais de difícil acesso. Os UTVs também têm se destacado como uma categoria relativamente nova nas competições de rali em diversos países, inclusive por aqui.

 Polaris XP 4 1000 EPS
Legenda: Polaris XP 4 1000 EPS

Em terras tupiniquins, um desses custa o preço de um carro zero km dos bons e vale lembrar que os UTVs não estão liberados para circular em vias públicas. Os UTVs não possuem características e requisitos técnicos necessários para o registro e licenciamento, sendo destinados exclusivamente ao uso fora-de-estrada. Em outros países existem versões que podem ser emplacadas, desde que estejam de acordo com a regulamentação, com pneus adequados, faróis, lanternas, setas, retrovisores...

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Legenda: Polaris XP 4 1000 EPS
Crédito: Divulgação

No entanto, a receita é mesmo perfeita para garantir a diversão na terra: baixo peso, mecânica potente, um invejável conjunto de suspensões, tração nas quatro rodas e bloqueio de diferencial. Este “brinquedo” passa por cima de terrenos absolutamente irregulares sem que os ocupantes pulem como cabritos, por conta da suspensão de competição, que não copia a buraqueira para a cabine. Ele sai fácil de obstáculos onde uma das rodas não toca o solo, por exemplo, por conta do bloqueio do diferencial e, depois de voar em um salto perigoso, traciona as rodas da frente mais rápido impedindo que o veículo capote. Na teoria parece simples, mas é preciso ter cautela e habilidade para não se envolver em um acidente.

 Polaris XP 4 1000 EPS
Legenda: Polaris XP 4 1000 EPS
Crédito: Divulgação

POLARIS RZR XP4 1000

Fomos até Indaiatuba, cidade do interior de São Paulo, conhecer um UTV da Polaris, digamos, mais democrático, pelo menos no que se refere ao número de ocupantes. Cabem quatro pessoas no Polaris RZR XP 4 1000 EPS. Já o preço não é nada democrático: R$ 99.990, apenas R$ 10 mil a menos que um Jeep Compass Sport novinho.

Ele impressiona primeiro pelo preço, segundo pelo tamanho - são 3,70 metros de comprimento - , e terceiro pela combinação de 111 cv de potência para empurrar 709 kg de UTV. Apenas 6,3 kg por cv!

O motor é um Prostar 1000 H.O., 4 tempos, bicilíndrico, com duplo comando de válvulas no cabeçote e injeção eletrônica. São 999 cc que geram 111 cv e 9,8 kgf.m de torque. O câmbio é automático e a alavanca conta com as letras P (Parking), R (Ré), N (Neutro), L (Low) e H (High), o que significa que é pela alavanca da transmissão que selecionamos o tipo de tração, 2WD ou 4WD com reduzida. Lembrando que o sistema de tração oferece entrega sob demanda.

Não tem segredo nenhum dirigir este UTV, mas dois pontos merecem destaque. O primeiro é o incrível trabalho da suspensão. O RZR XP4 tem suspensão dianteira de braço duplo com curso de 40,6 cm (16’’), amortecedores Walker Evans de agulha com corpo de 2’’ e ajuste de compressão. O traseiro possui braço triplo transversal (3-Link Trailing Arm) com barra estabilizadora e curso de 45,7 cm (18”). Os amortecedores também são de performance e ajustáveis da Walker Evans com corpo de 2,5”.

O outro ponto que eu destacaria é que demora um pouquinho para pegarmos a “manha” da aceleração do RZR, isso porque o acelerador é eletrônico. Ou seja, ele não tem aquele comportamento progressivo, dependendo do peso que você coloca no pé o UTV acorda imediatamente. E isso pode representar um susto caso você esteja transpondo algum obstáculo.

O interior é simples, lavável e é possível remover os bancos traseiros com muita facilidade. Há até itens de comodidade como porta-copos, suporte para o telefone celular e porta luvas.

BRINQUEDO DE GENTE GRANDE

Pedi para o piloto Nuno Fojo me levar para uma volta rápida para eu sentir a ‘tal’ emoção que os adeptos do UTV sentem. O veículo não possui vidros, os ocupantes vão presos pelo cinto de segurança – não há airbags - e a proteção é garantida pela gaiola tubular que protege o habitáculo e pelos equipamentos de segurança que temos que vestir: capacete, google (óculos de proteção) e luvas.

Como jornalista automotiva, estou acostumada a fortes emoções – na nossa profissão, testamos veículos em condições extremas e em alta velocidade na pista – porém, poucos minutos após o Nuno arrancar com o UTV, eu gritava feito louca como se estivesse em uma montanha russa. Era uma mistura de alegria (80%) e pavor (20%). A verdade é que fazia muito tempo que eu não me divertia tanto a bordo de um veículo. Depois da experiência, eu tranquilamente teria um desses na garagem. Isto é, se minha conta bancária permitisse já que este brinquedo, definitivamente, não é para crianças.

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