Vazam patentes de novo sistema autônomo da Honda

Motos da marca terão controle de cruzeiro por radar, detector de ponto cego e até assistente de manutenção em faixa

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Alexandre Ciszewski
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Rumores indicavam que a Honda estava trabalhando em um novo sistema autônomo para motos, e agora os mais detalhes de patente vazaram. Os novos relatórios sugerem que a fabricante japonesa pretende adicionar o sistema de segurança a vários modelos, incluindo também os de menor cilindrada.

Além do controle de cruzeiro por radar, o chamado LIDAR (Light Detection and Image Ranging, ou detecção de luz e variação de Imagens em tradução livre) e detecção de ponto cego, é provável que a Honda também acrescente um assistente de torque contra quedas. Este último item ajuda a motocicleta ou o scooter, a se equilibrar sempre que "sentir" uma queda/inclinação involuntária. Além disso, esse novo pacote de segurança da Honda poderia incluir também um sistema de frenagem que ajudaria a impedir colisões (frenagem automática em caso de perigo).

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Patentes Radar Honda (3)
Equipada com os sistemas de segurança, a moto poderá "escolher" qual caminho seguirá para evitar a colisão
Crédito: Reprodução da internet
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E evolução das patentes

O próximo passo da Honda será implementar nas motocicletas um assistente de permanência em faixa, com aviso de saída de faixa, chamado de Lane-Keeping Assist System (LKAS). Esse sistema já existe nos automóveis em diversas formas - o mais simples monitora a faixa branca no piso usando câmeras direcionadas para a estrada à frente ou sensores apontando para o asfalto à frente das rodas e acionando alertas se o carro começa a sair da faixa. A ativação da luz indicadora de direção (seta) para mostrar a intenção de mudar de faixa desativa temporariamente o sistema.

O sistema está ligado a sensores, incluindo um radar frontal e uma câmera para monitorar as faixas brancas e o tráfego à frente, mas o elemento principal é um atuador que se parece com um amortecedor de direção rotativo. No interior da peça há um sensor de torque magnetostritivo, que monitora as mudanças no fluxo magnético para saber se o piloto está fazendo mudanças de direção propositais e um motor elétrico para introduzir mudanças autônomas e corrigir a trajetória.

Patentes Radar Honda (4)
Uma das ilustrações ligadas aos novos dispositivos sugere que motos de baixa cilindrada também poderão ter os recursos de segurança
Crédito: Reprodução da internet
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Como as superfícies irregulares da estrada podem gerar movimentos que não precisam ser evitados e confundir o sistema, um sensor de curso nos garfos desativa o atuador da direção quando mede o movimento além de um nível pré-determinado. Os fluxogramas nas patentes mostram que, quando há mudança de direção feita pelo motociclista, o sistema não intervém. Se o piloto estiver fazendo um movimento proposital, ele não tentará impedir, e se o motociclista resistir à tentativa de orientar o sistema, ele simplesmente vai parar de tentar.

Assim como o LKAS, o sistema trabalha em conjunto com o radar e com o ABS em situações de emergência. As patentes da Honda dão o exemplo de um carro desacelerando repentinamente ou desviando para frente, e nesses casos a moto "decide" se é mais seguro desviar para a esquerda ou para a direita e, em seguida, introduz o contraesterço - que, no entanto, é anulado por qualquer movimento que o motociclista faça. Portanto, se a condução já estiver evitando ações, ele não será ativado, mas fornece uma "rede de segurança" extra.

Patentes Radar Honda (2)
Fireblade patent drawing: o novo pacote de sistemas da Honda também será instalado na superbike
Crédito: Reprodução da internet
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O plano é combinar tecnologia de assistência ao condutor com um sistema de computador de inteligência artificial preditivo, que pode detectar situações que levam a erros de condução antes que eles aconteçam. Sua aplicação nas motos deve acontecer na segunda metade desta década. Mais adiante, a intenção é introduzir o sistema "Safe and Sound Network Technology",  que permite que carros, motos, estruturas da estrada e até pedestres (por meio de seus telefones) se comuniquem. Assim, um servidor criaria um modelo virtual de movimentação de tráfego para prever e prevenir acidentes antes mesmo de começarem a se desenrolar. O sistema está programado para ser implementado a partir da década de 2030.

Embora a Honda pretenda reduzir as colisões fatais de carros e motos pela metade nos próximos oito anos e levar o número a zero até 2050, levará um tempo até vermos todos esses auxílios aos motociclistas em funcionamento por aqui.

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