O crescimento tímido nas vendas de automóveis e comerciais leves novos (2,5% e 3%, respectivamente), em 2025 comparado a 2024, mostrou contraste em relação aos percentuais robustos do mercado de usados. A desvalorização foi reduzida e indicou um ano de demanda aquecida.
Números levantados pelo Índice Webmotors com base em anúncios de venda e compra. De todos os segmentos acompanhados pelo site especializado em 2025, o de elétricos usados foi o que representou maior variação negativa, encerrando com depreciação de 11,95% frente ao ano anterior.
Já os híbridos usados de todos os três tipos registraram -9,02%, redução de 0,77 ponto percentual em relação aos -9,79% de 2024. Os modelos com motor a combustão tiveram o melhor resultado: desvalorizaram 3,94%, contra 4,11%, no mesmo intervalo de comparação.

Segundo Eduardo Jurcevic, CEO do Webmotors, "o comportamento registrado pelo mercado automobilístico em 2025 indica uma maior confiança do consumidor e um cenário econômico mais favorável com relação ao ano de 2024. Houve melhora consistente nos índices. Destacaram-se os híbridos, que apresentaram patamar menor de desvalorização. Isso indica um interesse crescente dos consumidores e seu potencial de crescimento no País. Outras alternativas oferecem desafios de infraestrutura".
O executivo foi discreto, contudo os empecilhos citados referem-se às dificuldades de montar uma rede de postos de recarga em um país de dimensões continentais, a exemplo do Brasil. Sem essa infraestrutura nas estradas, que depende não apenas de viabilidade técnica, mas também econômica, fica difícil viajar despreocupado e sem surpresas desagradáveis como filas ou carregadores com falhas de manutenção. Esta é a explicação para desvalorização tão alta.