Abeifa: vendas caem em novembro, mas ano será bom

Emplacamentos recuaram no mês passado, mas acumulado de 2025 mantém alta de 29,9% e deve superar 130 mil unidades

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André Deliberato
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O setor de veículos "importados" (entre aspas porque há carros fabricados no Brasil contabilizados pela entidade) registrou desempenho de vendas "misto" em novembro. Apesar do recuo mensal de 7,5% ante outubro, o volume ainda é 12,8% superior ao registrado em novembro de 2024.

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    As dez marcas da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) somaram 11.573 licenciamentos no mês passado. O resultado representou a queda de 7,5% em relação a outubro, quando foram vendidos 12.509 veículos. Mas, em novembro de 2024, para comparação, o total foi de 10.262 unidades.

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    Crédito: Divulgação
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      No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a Abeifa contabiliza 119.826 veículos emplacados - na soma de modelos importados e unidades produzidas no Brasil pelas associadas.

      O número representa um crescimento de 29,9% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram licenciadas 92.250 unidades no total.

      A entidade avalia que o desempenho mantém o setor em trajetória de expansão, mesmo diante de um cenário econômico marcado por "juros elevados" e "restrições de crédito".

      Entre os destaques do ano, os veículos eletrificados continuam a apresentar forte avanço.

      De janeiro a novembro, as associadas à Abeifa emplacaram 111.653 unidades elétricas ou híbridas, o que correspondeu a 45,5% do total de vendas desse tipo de veículo no mercado interno no período (245.143 unidades vendidas no total).

      O resultado reforça a participação crescente dos modelos "verdes" no país e a relevância das marcas importadoras nesse segmento.

      O que diz o presidente

      O presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, afirma que o desempenho acumulado permite projetar um fechamento de ano acima das expectativas iniciais.

      Segundo o executivo, as associadas deverão ultrapassar pouco mais de 130 mil unidades importadas em 2025, o que representaria um crescimento de aproximadamente 24% em relação às 104.700 unidades do ano passado.

      Godoy lembra que, no início do ano de 2025, a previsão era de 120 mil unidades, número que já deve até ter sido superado se considerarmos os nove dias iniciais de dezembro.

      Para o executivo, o resultado poderia ter sido ainda mais expressivo caso o ambiente econômico estivesse mais favorável: ele destaca que os juros elevados e a restrição de crédito no varejo automotivo limitaram o ritmo de expansão das vendas ao longo do ano.

      Ainda assim, avalia que o setor mantém perspectiva positiva para 2026, mesmo com a elevação gradual da alíquota do imposto de importação para veículos eletrificados - que chegará a 35% em julho do ano que vem.

      Abeifa acredita que vendas crescerão em 2026

      A projeção inicial da Abeifa para o próximo ano é de crescimento de 5%, o que levaria o volume total para cerca de 137 mil unidades.

      Godoy também diz que novas marcas devem ingressar na entidade em 2026, especialmente com a chegada de fabricantes chineses ao mercado brasileiro. Isso pode ampliar o portfólio e fortalecer a presença das importadoras no país.

      Em participação de mercado, as associadas à Abeifa responderam por 5,1% dos emplacamentos totais de automóveis e comerciais leves em novembro - o mercado brasileiro registrou 227.174 unidades licenciadas no mês.

      No acumulado dos primeiros onze meses do ano, o marketshare das associadas ficou em 5,3%, e isso considera o total de 2.282.119 veículos licenciados no país no período.

      Ou seja, com o desempenho de novembro e o avanço consistente ao longo de 2025, a Abeifa encerra o ano com indicadores de crescimento e reforça sua expectativa de que os "importados" seguirão em expansão, mesmo diante de desafios regulatórios e econômicos previstos para 2026.

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