A Volkswagen Amarok 2026 segue como uma das picapes médias mais conhecidas do mercado brasileiro. Mesmo próxima do fim do seu ciclo de vida e com uma nova geração já confirmada para a América do Sul a partir de 2027, ela continua atraindo consumidores que buscam desempenho, robustez e versatilidade.

Durante os dias de teste com a versão Highline V6, alguns pontos positivos ficaram evidentes. Mas também apareceram características que merecem atenção antes de fechar negócio.
Se você está considerando investir os quase R$ 377 mil cobrados pela picape, estes são três motivos para comprar e três motivos para pensar duas vezes.
Mesmo após anos no mercado, o conjunto mecânico da Amarok continua impressionando.
O motor 3.0 V6 turbodiesel entrega 258 cv e 59,1 kgfm de torque, garantindo respostas rápidas em retomadas, ultrapassagens e viagens rodoviárias.
Para efeito de comparação, a Toyota Hilux, líder de vendas do segmento, oferece 204 cv em sua configuração turbodiesel mais potente. Isso significa uma vantagem de 54 cv para a Amarok.
Mais do que os números, chama atenção a forma como a força é entregue. O torque aparece cedo, a partir de 1.400 rpm, tornando a condução bastante agradável mesmo sem exigir muito do acelerador.
Para quem valoriza desempenho, o V6 continua sendo um dos maiores diferenciais da Amarok e um dos motivos que ajudam a explicar a fidelidade de parte dos seus clientes.

Picapes médias normalmente são lembradas pela capacidade de carga, mas a Amarok também merece elogios pelo espaço interno.
Durante o teste, precisei instalar duas cadeirinhas infantis no banco traseiro e a cabine se mostrou mais espaçosa do que eu esperava. Mesmo com as cadeirinhas instaladas, ainda havia espaço razoável para acomodar um terceiro ocupante.
A largura de 1,95 metro ajuda bastante nesse aspecto e torna a convivência familiar mais fácil do que muitos imaginam.

Muita gente associa a Amarok exclusivamente ao trabalho, ao campo ou às viagens para locais mais afastados.
Mas a convivência diária mostrou que ela consegue desempenhar outros papéis com naturalidade.
Apesar dos mais de 5,3 metros de comprimento, a picape não se mostrou complicada de usar na cidade. Sensores de estacionamento, câmera de ré e boa posição de dirigir ajudam na rotina.
Ela continua sendo uma picape de verdade, mas também consegue funcionar como veículo familiar para quem está disposto a conviver com suas dimensões.
Talvez esse seja o principal ponto de atenção.
A Volkswagen já confirmou que uma nova geração da Amarok será produzida na Argentina a partir de 2027.
Quem pretende ficar muitos anos com a picape precisa considerar que um modelo completamente novo está a caminho e deverá trazer avanços importantes em tecnologia, conectividade e segurança.
Isso não torna a Amarok atual uma compra ruim, mas é uma informação que pesa na decisão.
Saiba mais:
A mecânica continua atual, mas alguns detalhes do dia a dia denunciam que o projeto já não é dos mais modernos.
Um exemplo simples é a conectividade. Na dianteira há apenas uma entrada USB-A, enquanto as portas USB-C ficam disponíveis somente para os passageiros traseiros.
A multimídia também cumpre sua função, mas não impressiona diante do que rivais como Ford Ranger e Chevrolet S10 oferecem atualmente.
Além dos R$ 376.890 cobrados pela versão Highline V6, o comprador precisa considerar despesas importantes.
Em uma simulação realizada com cinco seguradoras para um homem casado, com mais de 35 anos e morador da cidade de São Paulo, o seguro anual teve média de R$ 23.926.
Já as cinco primeiras revisões da Amarok somam R$ 16.405,74.
Para colocar esse valor em perspectiva, a Toyota Hilux acumula R$ 8.280,25 nas cinco primeiras revisões, praticamente metade do valor cobrado pela Volkswagen no mesmo período.
Não são valores necessariamente impeditivos para quem procura uma picape desse porte, mas são custos que precisam entrar na conta antes da compra.
A Amarok 2026 continua sendo uma picape muito competente e ainda tem no motor V6 um diferencial difícil de encontrar no segmento.
Por outro lado, quem busca o que há de mais moderno em tecnologia ou pretende esperar pela próxima geração tem motivos legítimos para adiar a decisão.
No fim das contas, a Amarok segue sendo uma compra mais emocional do que racional. Ela não é a mais moderna da categoria, mas continua entregando algo que muitos concorrentes ainda buscam: personalidade.
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