Jetta de entrada é a opção mais racional do sedã

Sem mimos ou itens avançados de tecnologia, nova opção de R$ 99.990 mantém motor 1.4 turbo e tem equipamentos essenciais

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Lukas Kenji
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Esqueça mimos e frufrus. A nova versão de entrada do Volkswagen Jetta traz lista racional de equipamentos para que o sedã possa ser vendido por tabela inferior aos R$ 100 mil. Isso não quer dizer que o modelo foi depenado. Na verdade, oferece o essencial e ainda mantém o entrosado casal formado pelo motor 1.4 turbo e o câmbio automático de seis velocidades.

Para quem vê de fora é quase impossível notar diferenças. Chamado apenas de Jetta 250 TSI (nomenclatura referente ao motor), a versão que pede exatos R$ 99.990 retira os faróis de neblina, mas preserva faróis e lanternas de LED. O que muda são as rodas, aqui, de 16 polegadas, mas ainda de liga leve.

Mudança mais notável fica pelo conforto e requinte dos bancos revestidos em couro que são substituídos por tecido de boa qualidade. A falta da câmera de ré também pode incomodar alguns, porém, o sedã conserva sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

 Sedã mantém design das demais versões
Legenda: Sedã mantém design das demais versões

Outros equipamentos relevantes oferecidos pelo Jetta de entrada são ar-condicionado de duas zonas, freio de estacionamento elétrico, assistente de partida em rampa, seis airbags, volante multifuncional, sensor de chuva,  sistema start-stop, que desliga o motor quando o carro está parado em um semáforo, por exemplo, além de central multimídia sensível ao toque.

Aliás, o único desfalque em termos de conectividade é que a central não traz GPS nativo, objeto que perde relevância diante do uso popular de aplicativos como Waze e Google Maps. Ambos podem ser gerenciados por meio da tela do carro por meio dos sistemas Android Auto e Apple CarPlay.

 O interior perde os bancos de couro, mas mantém central multimídia
Legenda: O interior perde os bancos de couro, mas mantém central multimídia
Crédito: Volkswagen

Uma novidade da nova linha Jetta que também foi cortada é a customização interna da central multimídia, que só está disponível nas versões Comfortline (R$ 109.990) e R-Line (R$ 119.990). O teto-solar também só vale para estas configurações, como opcional. Para a versão mais barata, o único opcional é a pintura metálica (pode ser prata Snow ou cinza Platinum por R$ 1.400). As cores sólidas não têm custo extra. São elas branco Puro, preto Ninja e vermelho Tornado.

Já em relação a desempenho, não há cortes. A única ausência fica por conta das aletas atrás do volante, que não são oferecidas nem nas versões mais caras. Elas caberiam bem ao Jetta, uma vez que ele é um dos modelos com comportamento mais esportivo entre os sedãs médios.

Por outro lado, o câmbio Tiptronic trata de fazer o serviço com competência. Rápido, entende com facilidade a tocada que o motorista quer gerir a viagem e libera escalonamentos eficientes para que o motor 1.4 brilhe.

É verdade que muita gente ainda sente falta da opção 2.0 TSI. Com razão. O propulsor de 211 cv colocava a maioria dos concorrentes no chinelo e proporcionava a compra mais assertiva em termos de esportvidade no segmento.

Mas isso não quer dizer que o motor 1.4 seja ineficiente. Pelo contrário, casa prazer ao dirigir com bom consumo de combustível. Ele rende suficientes 150 cv de potência e 25,5 kgf.m de torque máximo.

Vem, GLI!

A boa notícia para quem ainda não se vê contente com isso é que uma versão GLI do Jetta deve aparecer em 2019. Sob o capô dela mora o mesmo 2.0 de 230 cv do Golf GTI, que desenvolve ainda 35,7 kgf.m de torque.

Mas um dos itens mais aguardados desta configuração é a caixa de câmbio DSG, automatizada e de dupla embreagem. Soma-se a isso uma suspensão traseira mais moderna, multilink.

Esta opção será importada do México, como todas as outras. Aliás, o regime de fabricação desta planta fez com que o Jetta de entrada chegasse só agora ao Brasil, três meses após o lançamento oficial do modelo. 

Embora seja mais racional por trazer o essencial, a nova opção ainda não justifica com convicção a escolha pelo Jetta, em detrimento do Virtus, que traz muita tecnologia embarcada e a eficência do motor 1.0 TSI - note que, talvez, que o maior concorrente do Jetta pode estar dentro de casa.

Resta colocar na ponta do lápis o que é mais conveniente. Ao Jetta conta o motor mais potente, além do interior melhor acabado. Já o Virtus carrega na versão topo a boa conectividade que o irmão maior só entrega nas versões mais caras. É evidente ainda que este modelo é inferior em termos de dimensões - tem comprimento de 4,48m, ante 4,70m do sedã médio. Mas as medidas já são bem fartas para uma família numerosa viajar com conforto. O certo é que ambos são boas opções.

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