Anfavea já programa retomada de vendas e produção

Associação Nacional de Fabricantes admite retomada lenta, mas crê em recuperação ainda este ano. Mercado deve cair 1/3

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André Deliberato
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A coletiva deste começo de maio da Anfavea, realizada de maneira virtual na manhã desta sexta-feira (8), escancarou as dificuldades de vendas, produção e exportação do atual cenário automotivo nacional, evidenciadas em abril.

Mas a entidade tem, de certa forma, um olhar até otimista sobre o mercado. A Anfavea anunciou, por meio do presidente Luiz Carlos Moraes, que já programa retomada de vendas e produção, que foi quase nula em abril - com 55,7 mil vendas e 1,8 mil unidades produzidas de carros e comerciais leves.

Há, até, uma cartilha de recomendações para o retorno gradativo de trabalho nas fábricas, com 34 regras descritas em detalhes no site da Anfavea, incluindo cuidados e ações de prevenção antes mesmo de os trabalhadores saírem de casa, regras de ventilação, controle da temperatura dos funcionários e vários outras medidas, que você pode conferir na imagem abaixo.

Protocolo De Retorno às Fábricas
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Legenda: Anfavea criou protocolo de retorno às fábricas
Crédito: Reprodução/Anfavea

Mesmo assim, o mercado deve terminar 2020 com queda de pelo menos 1/3 do que antes foi previsto pela Anfavea, na melhor das expectativas.

A entidade previa um mercado total (incluindo carros, motos, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas) de 3,5 milhões de unidades antes da pandemia.

Agora, após a quarentena, com estimativa de queda de 1,2 milhão de veículos, o órgão ainda crê que mercado possa vender 2,3 milhões em 2020.

Fábrica de veículos parada
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Legenda: Fábricas de veículos estão paradas e devem retomar produção aos poucos
Crédito: iStock

Torcida por melhora na saúde

A "fé" da Anfavea na melhora do mercado está diretamente ligada à expectativa da entidade sobre uma melhora na crise de saúde que o Brasil enfrenta atualmente, causada pela pandemia global do novo coronavírus.

Luiz Carlos Moraes defendeu e reforçou que os fabricantes sigam as medidas de prevenção orientadas por organizações e secretarias da saúde, pois acredita que seja dessa forma que o mercado possa retomar vendas, produção e exportação - ainda que de forma vagarosa e gradativa -, sem estimar prazo ou números.

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