Batalha decisiva entre compactos

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Fernando Calmon
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- O ano de 2007 promete. Analistas da indústria começam a admitir que, pelos resultados dos primeiros dois meses, as vendas devem crescer 15%, ou seja, perto do nível da China, mercado que mais se expande no mundo. Fora os fatores já conhecidos — financiamento, confiança, renda e demanda reprimida – deve-se acrescentar a importância das novidades. Os lançamentos vão se succaption e devem atingir mais de 60, incluindo importados, numa onda diversificada talvez inédita até hoje. A Fiat, por exemplo, promete sete novidades de peso: reformará os quatro integrantes da família Palio e terá duas versões do modelo premium Punto — hatch e sedã — além do esportivo.

A quarta geração do Palio hatch chega agora com boa dose de ousadia. Externamente só não mudaram o teto e o pára-brisa. A reformulação lateral manteve intacta apenas as dimensões das portas. O novo desenho é mais bonito que o anterior? Discutível, mas certamente o carro perdeu em personalidade. Por trás, em visão chapada, lembra o Gol, em especial as lanternas. Faróis de refletores simples também remetem ao concorrente. Grade dianteira, pára-choques, vincos laterais, caixas de rodas e tampa traseira ficaram indubitavelmente melhores. O conjunto passa a impressão positiva de que o carro cresceu. No interior mudou pouco. Alguns comandos foram simplificados e o marcador de combustível desandou para uma escala digital no lugar do tradicional ponteiro.

Um terço de todas as peças é novo, enquanto as modificações na parte dianteira diminuíram os custos de reparação em pequenas batidas com presumível reflexo no preço do seguro. Ao mesmo tempo em que economizou em alguns itens, a Fiat compensou com alguns mimos de série: ganchos no porta-malas, rodas de aro 14 pol e pneus mais largos, faróis de neblina, porta-óculo, três encostos de cabeça no banco traseiro, entre outros. E ainda oferece um pacote de equipamentos subsidiado que inclui ar-condicionado, trio elétrico e rodas de liga leve. Em termos gerais a fábrica procurou preservar a ótima relação preço-benefício do Palio, mas também houve objetivo não-declarado de criar espaço para a estréia do Punto, em meados do ano. Provavelmente existe margem para remanejamentos porque a fábrica deixou inalterados os preços deste ano-modelo 2008, garantia de aceitação certa no mercado.

Numa rápida avaliação dinâmica, reafirmou as qualidades do motor de 1,4 litro/81 cv, enquanto o de 1 litro/66 cv continua fraco só ganha em potência do Clio básico. Motor de 1,8 litro/115 cv manteve-se apenas na versão esportiva, com duas e quatro portas. O conjunto ficou ligeiramente mais silencioso.

O novo Palio demonstra, outra vez, a complexidade e a ampla oferta de modelos compactos no Brasil. A fábrica italiana tem, no momento, o veterano Uno, duas carrocerias do Palio e em breve o modelo premium, somente no segmento dos hatchs. A Volkswagen, até o início do próximo ano, também vai dispor de quatro opções, uma a mais do que hoje. Em resumo o País se transformou na compactolândia por força das limitações de poder aquisitivo. É neste campo que as batalhas decisivas entre os fabricantes serão decididas, tanto no mercado interno como no exterior.

RODA VIVA

APERTO que a União Européia está impondo na futura legislação de emissões de gases de efeito-estufa mudará estratégia dos fabricantes. Volkswagen volta a cogitar de produzir um modelo barato faixa de € 5.000,00, cerca de R$ 15.000,00 e economia de combustível compatível com 130 g/km de CO2. Histeria carbônica pode tomar conta dos europeus à custa de investimentos bilionários.

SUCESSOR do Fox na Europa poderá ser justamente este modelo barato com condições de enfrentar diretamente o Logan, a partir de 2009. O modelo da Dacia, do Grupo Renault, trocou estilo por preço baixo e vem alcançando sucesso. Fabricado no Paraná, as vendas aqui começarão em junho. Logan possui dimensões de automóvel médio e preço de pequeno...

FIAT corrigiu a informação do comunicado oficial que anunciou o início da produção da pickup média Tata na fábrica argentina de Córdoba, em 2008. As versões deste modelo indiano serão unicamente de cabine simples e dupla. Cabine estendida citada no texto não passou de um lapso.

PRINCIPAL causa do seguro de veículos no Brasil estar tão caro, os índices de roubo e furto continuam a preocupar. Segundo a Fenaseg, fcaptionação das empresas seguradoras, esses dois tipos de sinistro chegam a representar até 70% do preço do seguro em determinadas regiões e mesmo em alguns bairros das grandes cidades. Rastreamento por satélite e antenas inibiu ações dos criminosos, mas a violência continua.

ITEM de manutenção dos mais negligenciados, substituição do fluido de freio deve ser anual. Em alguns casos, os fabricantes recomendam intervalos de dois ou mesmo três anos com fluidos de especificação superior. Basta consultar o manual do carro. Desconsidere recomendação baseada em quilometragem percorrida. Fluido absorve umidade e critério de tempo é o válido para a troca.

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E-mail: fernando@calmon.jor.br

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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.bré jornalista especializado desde 1967, engenheiro e consultor técnico, de comunicação e de mercado. Sua coluna Alta Roda, no WebMotors e na Gazeta Mercantil, está também em uma rede nacional de 26 jornais e 6 revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do sites Just Auto Inglaterra e The Car Connection EUA.

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