Bolsas que salvam

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Fernando Calmon
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- Entre os mais discutidos recursos de segurança passiva — diminui as conseqüências de um acidente – estão airbags ou bolsas de ar. Desenvolvido originalmente para aviões durante a II Guerra Mundial 1939-45, o sistema só chegou aos automóveis em 1980. Coube a primazia ao Mercedes-Benz Classe S topo de linha, após 13 anos de pesquisas. Era um dispositivo muito caro, tanto que só em 1992 se tornou equipamento de série em todos os modelos da marca.

A disseminação das bolsas ocorreu primeiro nos EUA. Havia resistência dos motoristas ao uso obrigatório dos cintos de segurança e as autoridades levaram a indústria a instalar de forma compulsória um sistema de retenção suplementar SRS, em inglês. Por esse motivo, os primeiros airbags tinham grandes volumes e precisavam ser inflados com velocidade muito alta. Isso causou algumas fatalidades entre pessoas de baixa estatura e peso. Dessa forma se provou indispensável o uso dos cintos de segurança que respondem, até hoje, por 70% da proteção dos ocupantes em acidentes potencialmente mortais, cabendo os outros 30% aos airbags. A eficiência destes, sem o uso dos cintos, cai em mais de 50%.

No início eram apenas frontais. As bolsas laterais apareceram pela primeira vez em 1995 em um Volvo 850 para proteger quadril e tórax em colisões transversais. Pouco depois chegaram as cortinas infláveis de teto para as cabeças dos ocupantes. Mais recentemente surgiu proteção para os joelhos dos motoristas e já se estuda também para os pés. Automóveis com dois airbags frontais, quatro laterais, dois de teto e um de joelhos — total de nove peças — serão mais comuns daqui para frente, em especial nos modelos caros.

Até mesmo em conversíveis já é possível preservar os ocupantes em batidas laterais ou capotagens. O Porsche 911 Cabriolet foi o primeiro a deslocar as bolsas laterais do banco para as portas, trazendo mais segurança ao tórax e à região do pescoço. E agora o Volvo C70 conversível vem equipado com bolsas mais altas, que incluem tubos infláveis multicamadas, capazes de dar um suporte firme à cabeça dos ocupantes dos bancos dianteiros.

E por que não em motocicletas? Pois saiba que a Honda GL 1800 Gold Wing, fabricada nos EUA e à venda no Brasil, dispõe do primeiro sistema de proteção por bolsa inflável, em forma de “V” invertido. Os estudos apontam que esse componente pode reduzir em 33% os casos de morte entre condutores de veículos de duas rodas.

As pesquisas continuam no intuito de novos aperfeiçoamentos. Alguns modelos da Volvo terão um recurso de esvaziamento ativo. Objetivo é adaptar, por meio de sensores pós-colisão ultravelozes, o grau de absorção da almofada de acordo com o peso do ocupante e a velocidade do choque. O tempo em que a bolsa desinfla também importa, pois o motorista pode ficar por frações de segundo sem visibilidade. Isso dificulta o controle ao volante no tipo de acidente em que, após a primeira batida, o veículo continua em movimento: se ocorrer um segundo choque, só os cintos continuarão atuando.

Mesmo sem alcançar a perfeição, as bolsas, desde 1987, já salvaram 14.000 vidas, só nos EUA, onde circula a maior frota do mundo com o equipamento.

RODA VIVA

RANKING dos 10 modelos mais vendidos na Europa em 2007, compilado pela Jato do Brasil: Golf, Peugeot 206/207, Focus, Clio, Astra, Corsa, Punto/Novo Punto, Fiesta, Passat e Polo. Peculiaridades: 100 unidades apenas entre o primeiro e o segundo; 207 e Corsa, os que mais cresceram; o que mais caiu, Clio; Passat, líder dos médios-grandes, único na lista dominada por compactos e médios-compactos.

PLANOS ambiciosos para a Fiat Powertrain Tecnologies FPT, divisão de motores e câmbios do grupo italiano. A ordem é de expansão mundial. Por esse motivo, na sede em Turim, volta-se a cogitar a aquisição das instalações da fábrica de motores Tritec, em Campo Largo PR. Hoje está parada, mas produziu motores para o Mini de 2001 a 2007. A Chrysler é a proprietária.

NOVO Ka com motor 1.600, de 102/110 cv, mostra desempenho impressionante, especialmente com álcool. Como se trata do segundo mais leve dos compactos só perde para o Mille exibe agilidade ímpar, muito superior à versão de 1.000 cm³. Além disso, motor torna-se silencioso em estrada porque o câmbio é longo. Pormenor: a mais comum dessas malas grandes com zíper se encaixa quase sob medida no porta-malas.

ESTÁ cada vez mais próximo o primeiro fabricante “milionário” no País, ou seja, aquele que produzirá um milhão de veículos por ano. Em 2007, a Volkswagen atingiu 844.209 unidades entre unidades completas e desmontadas para exportação, incluindo automóveis, caminhões e ônibus. Em 2008 pode ser que não dê, mas em 2009, com certeza.

OUTRO “milionário” que se aproxima, dessa vez em distância percorrida em viagens do tipo reide: Paulo Rollo. Faltam 30.000 km. Completou 970.000 km, em 28 projetos, depois de encerrar com sucesso a expedição Nissan 3 Américas, ao volante de um Sentra. Partiu da fábrica, no México, e chegou a São Paulo sem incidentes de monta, salvo bolhas nos pneus adquiridas numa estrada secundária da Colômbia.

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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.br é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 44 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just Auto Inglaterra.

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