Câmbio derruba vendas de carros importados no país

Segundo Abeifa, queda de vendas de novembro para outubro foi de 18,8%; no acumulado do ano, tombo é de 8,7%

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André Deliberato
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 A Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) colocou a culpa no dólar pela retração do mercado. Segundo a entidade, foram apenas 2.767 carros vendidos em novembro, queda de 18,8% nas vendas em relação a outubro, quando foram importadas 3.407 unidades.

A redução em relação ao ano passado é um pouco menor: 6,1% ante novembro de 2018, quando foram comercializadas 2.947 unidades.

Além disso, no acumulado do ano (de janeiro a novembro), também há registro de queda: 8,7%. A culpa, de acordo com o presidente da associação, José Luiz Gandini, está na alta do dólar.

"A permanência do dólar acima de R$ 4 tem agitado o mercado, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação. Além do dólar, ainda pagamos 35% do Imposto de Importação, o maior percentual permitido pela OMC, e competimos com empresas com grandes subsídios federais e estaduais", explica o executivo.

Ainda de acordo com Gandini, será muito difícil fechar o ano com mais de 35 mil unidades vendidas, conforme projeção do início de 2019.

Quem mais vendeu

No segmento de importados, as cinco marcas que mais venderam, em novembro, foram a Volvo (754 unidades, crescimento de 4,6%); Kia (661 unidades, queda bruta de 33,2%); BMW (330, tombo de 46,7%); Land Rover (242 emplacamentos, queda de 1,6%) e Porsche (219 unidades, crescimento de 12,9%).

Já as quatro associadas à entidade que produzem veículos no Brasil (BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki) mantiveram taxa de crescimento de 38,8%, passando de 21.263 unidades licenciadas (de janeiro a outubro de 2018) para 29.506 emplacamentos no mesmo período deste ano.

Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas aqui, o ranking das cinco marcas aponta a Caoa Chery com 1.902 unidades (só nacionais); BMW com 1.177 (330 nacionais e 847 importados); Volvo com 754 (só importados); Kia com 661 (só importados) e Land Rover com 418 veículos (242 importados e 176 nacionais).

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa
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Legenda: José Luiz Gandini tem reclamado da alta do dólar e da falta de incentivos do Governo
Crédito: Divulgação

Cenário geral

Em novembro, ao considerar somente os veículos importados por associadas à entidade (2.767 unidades), o número atingido em todo o marketshare nacional foi de 1,2%. Já considerando importados e carros da Abeifa com produção nacional (5.915 unidades), a participação foi de 2,56%.

No acumulado de janeiro a novembro, somente carros importados significaram 1,3% de todo o mercado. Se somados importados e a produção nacional de marcas da Abeifa, a participação sobe para 2,52%.

 

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