Como será o retorno da produção de automóveis

Com a flexibilização da quarentena em várias cidades, alguns fabricantes decidiram retornar à atividade. Como vai ser?

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André Deliberato
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Alguns dos principais centros econômicos brasileiros - como a região metropolitana de São Paulo e a cidade do Rio de Janeiro -decidiram liberar progressivamente a flexibilização do comércio e partir deste começo de mês.

Isso significa que diversas montadoras de automóveis - a maior parte delas localizada no ABC paulista - também decidiram retomar as atividades. Mas como será a retomada da produção e o retorno dos trabalhadores às fábricas em tempos de pandemia do  novo coronavírus? Quais serão os protocolos de higiene? Confira abaixo tudo que já foi anunciado pelas empresas.

Novos protocolos

A principal alteração neste novo formato de trabalho dentro de uma fábrica está nos protocolos de higiene, que serão mais rigorosos. A fábrica da Volkswagen da Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP) - que faz Polo, Virtus, Saveiro e a partir deste segundo semestre também vai produzir o Nivus -, por exemplo, retomou a produção na segunda-feira (1º).

De acordo com a empresa, o processo será gradual, começando por ferramental e seguido por estamparia, armação e pintura. Serão mais de 80 novas medidas adotadas nas unidades que, segundo a Volks, "respeitam e priorizam a saúde e a segurança dos empregados". O mesmo já havia acontecido nas plantas de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), no fim do mês passado.

A regra principal será de medição de febre de cada trabalhador no momento em que chega à fábrica, além dos obrigatórios uso de máscaras, luvas e utilização periódica de álcool em gel. Os empregados das áreas administrativas e executivas da empresa, por outro lado, vão continuar trabalhando de forma remota em esquema de home-office.

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Legenda: Produção de carros na Volkswagen em Anchieta foi retomada em junho
Crédito: Divulgação

Já a Toyota, que tem fábricas em São Bernardo do Campo, Sorocaba, Porto Feliz e Indaiatuba, todas no interior de São Paulo, ainda não voltou - mas decidiu retomar a produção no fim deste mês de junho.

A General Motors foi outra que já retornou, com apenas um turno na fábrica de São Caetano do Sul (SP) - também em processo gradual. As atividades terão foco na montagem do novo Tracker, lançado antes do início da quarentena.

Por lá, a marca diz ter instaurado um protocolo de segurança que tem como objetivo manter o vírus da Covid-19 fora de suas instalações, a fim de prevenir sua propagação dentro da empresa, de modo que possa gerenciar casos suspeitos ou confirmados.

"Estamos muito seguros de que as medidas são eficazes e que vamos oferecer o melhor ambiente de trabalho para nossos empregados", garante Luiz C. Peres, vice-presidente de manufatura da GM.

A Mercedes-Benz, outro fabricante com atuação no ABC paulista, também voltou recentemente ao trabalho adotando os mesmos tipos de critérios de segurança.

 Fábrica GM em São Caetano retomou produção do Tracker em apenas um turno
Legenda: Fábrica GM em São Caetano retomou produção do Tracker em apenas um turno
Crédito: Divulgação

E fora das metrópoles?

A Fiat é uma das marcas grandes que não tem fábrica em São Paulo - suas unidades ficam em Betim (MG) e Goiana (PE), onde também são produzidos os modelos da Jeep. Nessas plantas, a retomada já havia acontecido em maio, sendo 4,3 mil funcionários em Betim e 1,5 mil em Goiana.

O Grupo FCA foi outro que adotou um conjunto de medidas sanitárias de padrão mundial, além da reorganização de postos de trabalho e adaptação de espaços para garantir a segurança dos trabalhadores.

"Acompanhei pessoalmente todos os passos da nova jornada dos empregados, desde a viagem no ônibus até a volta para casa", garante Antonio Filosa, presidente da FCA. "Seguiremos vigilantes para garantir que a produção seja restabelecida dentro das melhores e mais rigorosas condições de segurança e saúde", complementou o executivo.

O Grupo PSA (Peugeot Citroën) era outro que pretendia retornar ao trabalho nesta semana, mas a paralisação na fábrica de Porto Real (RJ) foi estendida sem tempo determinado.

A Honda já retomou a produção em Manaus, onde produz suas motos, mas segue parada com as unidades de automóveis em São Paulo. Já a BMW e a Renault, localizadas em Araquari (SC) e São José dos Pinhais (PR), retomaram as atividades no mês passado, ambas com todos os requisitos necessários a fim de anular a presença do coronavírus dentro de suas instalações.

A Ford, por fim, afirmou que as atividades nas plantas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) vão continuar suspensas e informará quando houver previsão de retorno.

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Legenda: Maior fábrica da FCA fica em Betim (MG) e, hoje, funciona com regras sanitárias rígidas
Crédito: Divulgação
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