Em busca da fluidez no trânsito

Harmonia com planejamento, apoio logístico e, sobretudo, vontade política
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Fernando Calmon
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- Os congestionamentos, mesmo em cidades médias, têm levado às críticas de praxe sobre o “excessivo” número de carros nas ruas. Na realidade, apesar dos impostos muito pesados sobre os veículos, os investimentos em infra-estrutura foram deixados de lado em razão do longo período inflacionário. Assim, nem os transportes públicos, nem as vias passaram por processos de ampliação e modernização.

Na realidade até o tamanho da frota é desconhecido. Sabe-se o número de veículos emplacados diariamente, mas não os que deixam de circular ao fim de sua vida. Atestados de óbito para carros são raros. Muitos citam o atual número, quase cabalístico, de 6,5 milhões de veículos só na cidade de São Paulo. A frota real, porém, situa-se numa faixa de 20% a 25% abaixo do informado pelo Denatran. Basta verificar o Estudo da Frota Circulante Brasileira, do Sindipeças, baseado em taxas de sucateamento, roubos, furtos e acidentes com perda total.

O trânsito poderia melhorar se a tecnologia fosse usada em harmonia com planejamento, apoio logístico e, sobretudo, vontade política. Uma alternativa das mais úteis é a vigilância eletrônica, hoje voltada quase totalmente para arrecadação com multas. Exemplo positivo: câmera Solo Terra, da empresa americana Autoscope, para monitorar veículos em movimento. Há representante no Brasil, a paranaense Perkons.

O sistema baseia-se em visão computacional, incluindo câmera colorida e processador de vídeo em tempo real. Trata-se de uma unidade compacta, de fácil instalação em estruturas fixas, sem necessidade de embutir sensores no asfalto. As lentes possuem zoom de longo alcance, capazes de ampliar a área varrida, mesmo em condições climáticas adversas. Possibilita fazer gerenciamento das informações em tempo real por meio de GPRS celular ou links via rádio com custos compatíveis.

Os órgãos de trânsito passariam a ter controle das situações anômalas e poderiam tomar decisões mais rápidas para solução dos problemas, antes da formação de longos congestionamentos. Entre as possibilidades estão detecção de presença, contagem e sentido de circulação de veículos, além de ocupação da pista, medição do tempo médio entre veículos e sua classificação por tamanho em até cinco categorias.

Há outras configurações para gestão do trânsito, prevenção de acidentes e suas conseqüências na fluidez: tamanho da fila em cada faixa no campo de visão da câmera, quantidade de veículos que se aproximam em grupos define o perfil da via ou cruzamento, sentido das conversões quando houver opção, identificação de pedestres, bicicletas e veículos parados na pista ou no acostamento, além de detecção de fumaça em princípios de incêndios.

Uma câmera desse tipo é ideal para vias expressas e cruzamentos, mas também de grande utilidade em pontes, túneis e passagens em nível. O consumo de energia baixo permite utilizar painéis de energia solar. Em dias de chuva forte transforma-se em complemento eficiente aos agentes de trânsito, que vêem seu trabalho bastante prejudicado e, muitas vezes, ficam impedidos de atuar em função dos alagamentos.

Quantas câmeras dessas estão instaladas no Brasil? Nenhuma. A fluidez do trânsito não agradece.

RODA VIVA


CHEGA já em março o Ford Fusion 2010 com frente reestilizada, novas lanternas traseiras e bancos dianteiros mais confortáveis. Foi apresentado, em novembro, no Salão de Los Angeles. Motor de 2,5 litros agora entrega 174 cv. Também será oferecida a versão V6 de 263 cv. Vem do México, isento do imposto de importação e continuará com preço competitivo.


GASOLINA deverá diminuir de preço esse ano, segundo avaliação do Banco Central. O petróleo, de fato, caiu 70%, mas o real se desvalorizou cerca de 50% em relação ao dólar. Se fosse uma conta direta, a gasolina custaria 60% menos. Não espere milagres. A Petrobrás aumentou quase nada antes e agora também será frugal no desconto. Essa contabilidade sustenta os investimentos.


NISSAN X-Trail é um utilitário esporte de qualidades apreciáveis. Dirigibilidade, postura ao volante, visibilidade, comandos de tração, posicionamento das saídas de ar e espaço interno são pontos fortes. Perdeu em agilidade com motor 2 litros/138 cv para seu preço diminuir. Ainda assim, vindo do Japão, paga imposto integral, tornando difícil concorrer com Captiva e Tucson.


NAVEGADOR Blaupunkt Travel Pilot é dos melhores já avaliados pela coluna. Programa Nav N Go e mapas Tele Atlas formam combinação imbatível. Digitação do endereço simplificada, bateria de fácil substituição três horas de autonomia, ótima definição da tela, menus amigáveis e desenho limpo destacam-se. Falha: falta navegação direta à residência. Preço: R$ 949,00.


ESTILO do Jeep clássico inspira produtos 68 anos depois de criado 1940. Como o Mahindra Thar, exibido em dezembro, no Salão de Bologna. No caso, trata-se de uma reedição atualizada, pois foi o primeiro modelo fabricado pela marca indiana, em 1945, sob licença Willys.


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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.br é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 44 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just Auto Inglaterra

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