FCA é acusada de burlar emissões nos EUA

Fabricante nega acusação de ter adulterado motores a diesel de mais de 104 mil carros

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Redação WM1
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A FCA foi acusada nesta quinta-feira (12) de manipular dados de emissão de poluentes de veículos a diesel pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) dos Estados Unidos. Segundo a entidade, 104 mil carros teriam um software libera níveis de poluição excessivos nos modelos RAM 1500 e Jeep Grand Cherokees equipados com propulsor 3.0.

De acordo com o órgão estatal, os modelos fabricados entre 2014 e 2016 têm um dispositivo auxiliar de controle de emissões que emite mais óxido de nitrogênio do que o permitido pelas leis do país.

A legislação permite a instalação de um controle auxiliar de emissões, mas com o intuito de proteger partes do motor. Segundo a agência, a FCA não havia informado a presença deste componente em seus propulsores.

O presidente global da montadora, Sergio Marchionne, negou qualquer tipo de adulteração do motor. “Não fizemos nada ilegal. Nunca tivemos intenção de criar condições para fraudar os testes. Isso não faz sentido”, alegou.

Já a FCA dos Estados Unidos afirmou em nota que está “desapontada” com as alegações da agência estatal e que provará que o software não é fraudulento.

As ações da fabricante chegaram a ter queda de 12% nos Estados Unidos e 16% em Milão, na Itália.

Dieselgate

A EPA ainda não indicou se a ocorrência da FCA baseia-se no mesmo tipo de adulteração do caso que ficou conhecido como “Dieselgate”, relacionado ao Grupo Volkswagen e deflagrado em setembro de 2015.

As investigações concluíram que a montadora fraudou aproximadamente 11 milhões de veículos, ao instalar um software que ludibriava os testes de emissão.

A Volkswagen aceitou acordos para pagar US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 13,6 bilhões) em multas e mais US$ 15 bilhões (quase R$ 47,6 bilhões) em compensações aos donos dos veículos envolvidos no caso.

Além disso, seis executivos foram denunciados pela fraude, sendo que um deles foi preso no último sábado (7).

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