Gol, Palio e Siena

Confira os líderes do 1º semestre e a disputa que vem por aí
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Fernando Calmon
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- O cenário de batalha pelas vendas teve poucas mudanças nos seis meses iniciais do ano. Alguns segmentos conheceram novos líderes, como a station Mégane Grand Tour e a consolidação aparente do Picasso entre monovolumes médios. Utilitários médios e grandes foram reclassificados, em razão dos lançamentos, revelando a liderança inconteste do Tucson e a confirmação dos Pajeros. Bons aumentos de participação tiveram Fit e Montana.

Antes era fácil classificar os concorrentes para formar um ranking técnico. Hoje, não basta só examinar a distância entre eixos. Torna-se vital ver a largura da carroceria e, em alguns casos, até o preço. É o caso da dupla Logan/Sandero.

Muita coisa pode-se alterar nesse segundo semestre. A principal disputa será entre o novo Gol – hatch campeão, há 21 anos, no segmento mais importante do mercado – e a dupla Palio+Siena. Como o carro da VW terá aceleração lenta de produção, não deve dar para voltar à situação anterior, quando sozinho vendia mais que os dois rivais juntos.

Merecerá observação o poder de reação do novo Corolla. Esperava-se uma escalada rápida em direção ao Civic, mas o ritmo parece não ser esse. Palio Weekend deve retomar a liderança com facilidade.

O ranking da coluna, organizado há nove anos e compilado por Paulo Garbossa, da ADK, difere dos malabarismos de marketing das fábricas. Não são citados todos os modelos e sim os principais de cada segmento.

Compactos: Palio+Siena, 19,6%; Gol, 15,4%; Celta+Prisma, 12,1%; Corsa hatch+sedã+Classic, 11,3%; Uno, 8,2%; Fox, 7,4%; Fiesta hatch+sedã, 5,7%; Logan+Sandero, 4,6%; Ka, 3,5%; Polo hatch+sedã, 3,4%; 206, 2,9%; Punto, 2,7%; C3, 2,1%. Novo Gol vai apertar família Palio; Ka e Logan/Sandero em expansão.

Médios-compactos: Civic, 21%; Vectra hatch+sedã, 15%; Corolla, 11,4%; Astra hatch+sedã, 11,3%; Golf+Bora+Jetta, 7,7%; C4 hatch+sedã, 6,9%; Focus hatch+sedã, 6,2%; Stilo, 5,7%; 307 hatch+sedã, 5,3%. Civic, firme; Corolla deve superar Vectras.

Médios-grandes: Fusion, 43%; Azera, 19%; Mercedes C, 10%; Accord, 6%; BMW 3, 5%; Magentis, 4,9%. Fusion, sem ameaças. Notáveis vendas do Azera e Classe C.

Grandes: Omega, 41%; Chrysler 300, 25%; BMW 5/6, 10%. Omega ampliou, Chrysler reagiu.

Topo: Mercedes S/CL, 53%; BMW 7, 15%; Lexus 430, 11%. Classe S ainda subindo.

Stations pequenas: SpaceFox, 32%; Palio, 28%; Peugeot 206, 21%. Palio vai passar SpaceFox.

Stations médias: Mégane, 41%; Corolla, 33%; 307, 13%. Mégane, nova líder.

Monovolumes pequenos: Fit, 41%; Idea, 27%; Meriva, 23%. Fit ampliou a vantagem.

Monovolumes médios: Picasso+Grand, 42%; Zafira, 37%; Scénic+Grand, 17%. Líder tende a se consolidar.

Pickups pequenas: Strada, 47%; Montana, 26%; Saveiro, 21%. Montana reage, sem ameaçar Strada.

Pickups médias: S10, 29%; Hilux, 22%; L200, 20%. S10, firme; L200, em ascensão.

Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 72%; Pajero TR4, 13%; Tracker, 12%. EcoSport bem tranqüilo.

Utilitários esporte médios: Tucson, 47%; Sportage, 14%; Santa Fe, 10%. Território dos coreanos.

Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Sport, 30%; Hilux SW4, 26%; Blazer, 9%. Liderança apertada.

Esporte: Mercedes SLK, 22%; Boxster+Cayman, 18%; Audi TT, 13%. SLK está sob pressão.

RODA VIVA

EXPECTATIVA para a vinda do brasileiro Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, ao Congresso da Fenabrave associação nacional das concessionárias, agora em agosto. Na sua palestra, dá-se como certo que anunciará a produção do monovolume Nissan Livina, na fábrica de São José dos PinhaisPR. É o início da reação da marca japonesa no país.

CONFORME previsto pela coluna, mercado de veículos na Rússia cresce mais do que no Brasil. No primeiro semestre, passamos Itália, França e Inglaterra. Não deu para segurar os russos, com o aumento das rendas provenientes dos preços nas alturas de petróleo e gás. Mais provável ficarmos em sexto lugar e, em mais dois anos, ultrapassar a Alemanha.

SANDERO, na versão especial Nokia, deve mesmo se limitar à série prevista de 5.000 unidades. Nada contra o carro, que dispõe de motor potente 1,6L/112 cv com álcool, bom espaço interno/porta-malas e engates da alavanca de câmbio não tão precisos. Entretanto, a experiência de navegação pelo telefone celular mostrou-se fraca: falhas nos mapas digitais e narração da rota interrompida.

DIRETOR da Abramet Associação Brasileira de Medicina de Tráfego Alberto Sabbag pondera: “Quem se acidenta com um veículo e tiver ingerido bebida alcoólica, corre mais risco de perder a vida, pois a dilatação dos vasos aumenta eventuais hemorragias. Também é mais arriscada a aplicação de anestesia”.

FORD resolve, no fim do mês, o problema na Ranger da nova placa de licenciamento – mais larga – exigida pelo Contran. Desde o início do ano, só podia ser colocada no pára-choque traseiro se fosse entortada. A fábrica desenvolveu um novo suporte, que estará disponível sem custo para todos os compradores da picape em 2008.

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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.br é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 44 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just Auto Inglaterra.

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