GPS em expansão

Produzido em grande escala, equipamento custaria R$ 200
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Fernando Calmon
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- Um evento para profissionais, realizado semana passada em São Paulo, discutiu tendências de um mercado que vai crescer exponencialmente. Realizada pela primeira vez, a Feira Latino-Americana de Localização e Rastreamento destacou a importância que o GPS Sistema de Posicionamento Global, em inglês assumiu e os desdobramentos no dia-a-dia dos proprietários de veículos.

A partir de agosto do próximo ano, entra em vigor a resolução do Contran obrigando o uso de dispositivo de localização em veículos novos – automóveis, comerciais leves e pesados, e motocicletas. Trata-se de uma interpretação peculiar da lei complementar que criou o sistema nacional de prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. De fato, a lei impõe um dispositivo antifurto, porém rastreamento e bloqueio são bem mais que isso, além de caro. Será facultativo o motorista contratar o serviço.

Estimativas indicam que, hoje, mais de um milhão de veículos leves e 200 mil caminhões nesse caso, 15% da frota já utilizam rastreadores/bloqueadores. O engenheiro Antônio Calmon, coordenador desse programa no Denatran, afirmou que a decisão é irreversível, apesar da resistência dos fabricantes de veículos. Todas as questões técnicas estariam resolvidas, desde o cartão SIM universal até a bateria auxiliar com autonomia mínima de 6 horas e durabilidade não inferior a 3 anos.

“Elegemos o sistema GPS pela cobertura nacional que a constelação de satélites proporciona. O módulo de comunicação será bidirecional. Integração com a arquitetura elétrica e localização segura da antena, responsabilidades de cada fábrica. Em caso de retirada do equipamento, o motor deverá parar de funcionar. E o bloqueio, ordenado pela central de monitoramento, só com o veículo imobilizado”, explicou Calmon.

Produzido em grande escala, o equipamento custaria em torno de R$ 200. Relativamente barato para um caminhão, bem caro para uma motocicleta. O preço pode cair com novas tecnologias. O governo espera um barateamento do preço do seguro e até das prestações do financiamento: bancos teriam acesso facilitado ao veículo. Como todos os carros terão GPS, poderia haver integração com os navegadores de bordo por um custo menor.

Otimista mesmo está o setor de navegação. É o produto com maior crescimento, em menor espaço de tempo, em toda a história da eletrônica. Só no ano passado, entre fixos e portáteis 90% do total, as vendas mundiais atingiram 44 milhões de unidades, a maioria na Europa, onde há 130 modelos à disposição. O mercado de navegadores GPS no Brasil só tem dois anos, 15 modelos e previsão de 150.000 unidades, em 2008. Pode chegar a um milhão por ano até 2011. O potencial é imenso, pois aqui só atinge 1% da frota de automóveis e, no mundo, 20%.

Ainda há problemas, como qualidade e atualização dos mapas nas 270 cidades brasileiras navegáveis, mas já correspondem a 40% da população total e abrangem mais de 50% da frota. A evolução levará à navegação dinâmica, em tempo real, capaz de alterar rotas em função do trânsito, horário e dia. No exterior isso já está próximo. Aqui, deve demorar, embora boas surpresas não devam ser descartadas.

RODA VIVA

VENDAS de picapes vêm sofrendo em todo o mundo, pois são veículos pesados e inadequados em tempos de combustível caro. Consideradas “transportadores de ar”, pois as caçambas vivem vazias, levaram a VW a cancelar futura produção na Europa do modelo médio batizado provisoriamente de Robust. Confirmada na Argentina, a partir de 2009, com volume a revisar.

CUSTOS aumentados, aperto nas emissões e queda nas vendas em razão do petróleo nas alturas aproximam fabricantes generalistas e de modelos premium. Fiat e BMW estudam, até o final do ano, possível colaboração. Uma das hipóteses é a próxima geração do Mini partilhar arquitetura com o sucessor do Alfa Romeo MiTo que, por sua vez, deriva-se do Punto italiano.

MARCELO Almeida, deputado fcaptional e ex-diretor do Detran paranaense, empenha-se pela introdução dos assuntos de trânsito nas escolas públicas e particulares. Pede ao ministério da Educação estudar a implantação com urgência. Se a grade curricular não permitir que, ao menos, preveja uma aplicação transversal do tema em várias disciplinas já existentes.

TECNOLOGIA Bluetooth de comunicação sem fio, num raio de até 10 metros, tem mais aplicações acessíveis. A partir de R$ 150,00, adaptadores no carro para celulares Bluetooth permitem falar com mãos livres, boa qualidade de som e evita multas. Multilaser oferece também versão com bateria própria, capaz de parear até oito números telefônicos, por R$ 200,00.

CONCESSIONÁRIAS insistem em oferecer películas escurecedoras, também nos vidros dianteiros, como brinde para carros novos. Correm o risco de trazer problemas para o motorista, quando a fiscalização começar por meio de medidores de transmitância luminosa. Homologação do aparelho depende do Inmetro que parece, estranhamente, não ter pressa. Apesar dos riscos para a segurança.

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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.br é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 44 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just Auto Inglaterra

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