Maré a favor

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Nelson Piquet
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- Quando a maré está a favor, nada pode ir contra. É assim com times de futebol, vôlei, basquete, negócios, amores e carros de Fórmula 1. Neste momento, surfando a onda do "tudo a favor" vai, sem dúvida nenhuma, o espanhol Fernando Alonso. No domingo não só venceu o GP de Mônaco pela primeira vez como abriu 21 pontos de vantagem sobre o Schumacão, que chegou apenas em 5º lugar.

O antigo ocupante do lugar de "piloto mais sortudo" na verdade não foi “apenas” 5º colocado, mas sim um 5º colocado da mais alta qualidade e espírito de luta, já que largou dos boxes, em último lugar. Aliás, Massa em último e Schumacão dos boxes foram responsáveis pela pior performance da Ferrari em toda a sua história. Dessa vez, uma baixa não relacionada com a tecnologia, mas sim com a cabeça de seus pilotos.

Voltando ao GP, que valeu pela ultrapassagem que o Raikkonen fez no Webber na subida da St. Devote, fica aquela certeza de que só existem mesmo três pilotos na atualidade que podem e merecem lutar pelo título, em ordem alfabética: Alonso, Raikkonen e Schumacão. E que cada um depende mais do que diretamente de como os desenvolvimentos de seus respectivos carros atuais e de seus futuros contratos acontecem.

Quanto aos outros, vamos ter que esperar um circuito mais normal para poder avaliar as suas reais possibilidades. Mas fica muito claro que, apesar de terem talento, ainda não mostraram saber como aplicá-lo na sua totalidade.

Acelerando fundo

No Campeonato da FIA GT em Brno na República Tcheca, vitória do Saleen S7R com Aston Martin em 2º e 3º e Maserati MC12 em 4º.

Conheci o Édouard Michelin Dudu para nós, naquele então quando a sua empresa começou a fornecer os pneus para a Brabham BMW em 1981, quando tinha apenas 18 anos e estava começando na empresa fundada por seu bisavô Edouard também. Chegou ao cargo máximo e conseguiu dar perfil e sabor ao mesmo tempo francês, europeu, americano e mundial a uma companhia global. Infelizmente um acidente pescando pacificamente na Bretanha matou o Edouard alguns dias atrás.

Na Indy 500, o começo foi com o Lance Armstrong aquele das sete vitórias na Tour de France e o final com direito a emoção máxima na última volta com a vitória do Sam Hornish Jr., o mais veloz desde que os treinos dessa Indy 500 de número 90 começaram. Pena pelo Marco Andretti, neto do Mario Andretti que quase conseguiu aquilo que, para a família, é um tabu enorme. Só seu avô conseguiu ganhar lá, apenas uma vez, em 1979.

Tradição monegasca

Tenho o maior respeito e ótimas lembranças do Principado de Mônaco, onde vivi durante tantos anos. Fui muito bem recebido por todos e tenho até hoje diversos amigos por lá. Posso dizer com toda a sinceridade que sim, tenho também saudades daqueles tempos. Mas do circuito... essa é uma história completamente diferente. Na verdade, nunca acertamos os ponteiros o circuito e eu e passamos os anos a nos pregar peças.

Assim como a tradição por lá colocou o Príncipe Albert como sucessor do seu pai, sua Alteza Sereníssima Rainier, o circuito em Monte Carlo capital do principado continua com sua tradição de pregar peças nos pilotos da família Piquet.

Chegou agora a vez do Nelsinho sofrer, largar no sábado na única corrida da GP2 programada, conforme regulamento apenas em 12º e chegar em 13º, depois de enfrentar todo tipo de problema. Sobra o consolo duplo de que Mônaco vai continuar sendo sempre um lugar especial, de que me lembro sempre com carinho, e que a próxima prova da GP2 não é lá.

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Nelson Piquet é tricampeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro campeão da Era Turbo da competição. Participou de 204 provas, com 23 vitórias. Atualmente se dedica à administração de suas empresas e à carreira esportiva do filho, Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho, além de ser colunista do WebMotors.



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