Novidades do mundo da Indy

Em 2009, etanol brasileiro e menos ruído, a caminho de mudanças de chassi e motor
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Ana Beatriz
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- Janeiro chegou, e, na Fórmula Indy e na Firestone Indy Lights, logo devem começar os testes, se a neve deixar, claro, pois tem nevado um bocado nos Estados Unidos, inclusive no estado de Indiana, onde moro. Até o fim de março, só poderemos testar nos estados ao sul, como Flórida, Arizona e Texas.

As corridas começarão no primeiro fim de semana de abril. E nesta temporada de 2009 teremos algumas novidades. Uma delas é que vamos correr com etanol brasileiro em nossos carros. A princípio, será produzido por um parceiro americano, e depois por usinas nacionais.

O objetivo da parceria assinada entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a APEX Brasil, e a Indy Racing League é promover o uso de combustíveis alternativos e buscar a consolidação do etanol, de milho ou de cana de açúcar, como uma commodity, como é o petróleo.

A Indy foi a primeira categoria a usar combustível de fonte renovável, desde 2006, quando a mistura de combustível dos carros começou a ter 90% de metanol e 10% de etanol extraído do milho. Em 2007, o combustível passou a ser 100% etanol. Em 2009, será composto por 98% de etanol e 2% de gasolina.

Essa parceria com o Brasil é também mais um passo para o novo motor e o novo chassis que a Indy terá em 2011, quando outras montadoras poderão entrar na categoria e se juntar à Honda, que é a única fornecedora de motores desde 2006. Algumas, como a Mercedes, a Porsche, a Mazda e a Alfa Romeo já mostraram interesse. Será uma oportunidade para que todas desenvolvam carros movidos a etanol.

Outra novidade, também no campo ambiental, é a redução do ruído dos carros.
Tanto a IndyCar quanto a Indy Lights vão mexer nos escapamentos, para deixá-los mais silenciosos.

Isso ajuda muito em circuitos de rua como Saint Petersburg, Long Beach e Toronto, e no circuito dentro de um aeroporto em Edmonton, onde, neste ano, nós da Indy Lights também vamos correr assim como em Toronto, pois existem várias residências ao redor deles, além de ser muito mais confortável para o público também.

Para nós, pilotos, será legal. Usamos protetores auriculares, mas, quanto menos barulho, melhor. Além disso, o carro da Indy Lights deve também ficar mais rápido com essa mudança no escapamento.

E por falar nela, já estão à venda os ingressos para as 500 Milhas de Indianápolis, a corrida mais importante do ano na Fórmula Indy, que tem as 100 Milhas de Indianápolis da Indy Lights como preliminar, e será realizada na penúltima semana de maio. Estarei lá. E estou louca para que chegue 2010, pois será o centenário das 500 Milhas de Indianápolis da Fórmula Indy, e eu espero participar dessa corrida!



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Ana Beatriz Bia Figueiredo - contato@biafigueiredo.com – é estreante da Indy Lights em 2008. Em sete corridas, no primeiro semestre, tornou-se a primeira mulher a subir ao pódio da categoria de acesso à IndyCar - em terceiro lugar no circuito de rua de Saint Petersburg e no circuito oval Iowa Speedway - e também a primeira a terminar entre os top five em Indianápolis, em quinto lugar. Primeira no mundo a vencer na Fórmula Renault e a conquistar a pole position na categoria principal da Fórmula 3 Sul-Americana, a piloto brasileira corre na Indy Lights com a tricampeã equipe Sam Schmidt Motorsports, patrocinada por Healthy Choice, WebMotors, Svelte e Bardahl, com apoio da Puma, OMP e Bell, e é empresariada por André Ribeiro e Augusto Cesário.
www.biafigueiredo.com

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