O que vem por aí

As tendências e novidades que podem surgir nas motos

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Geraldo Simões
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Geralmente quando se fala em tecnologia em motos logo vem à mente os modelos de alto desempenho, mas isso é uma tremenda injustiça porque nas motos pequenas e populares também se vê tecnologia em componentes, materiais e sistemas.

 

O que esperar do futuro das motos? Técnicas como injeção eletrônica, motor flexível bi-combustível, câmbio automático, faróis de leds e freios combinados são algumas das tendências já estão nas ruas e outras devem chegar brevemente ao mercado.

 

Um detalhe interessante de lembrar é que os projetos estão sempre adiantados em relação aos lançamentos. O que é apresentado hoje foi projetado dois anos atrás. E hoje estão sendo pesquisadas novidades que serão lançadas mais à frente. Entre as novidades que podem aparecer brevemente nas motos estão:

 

- Câmbio automático - Depois de experimentar a Honda VFR 1200 ficou fácil imaginar que a embreagem manual está com os dias contados. Seja pelo sistema CVT (por variador centrífugo), como nos scooters, ou o automático com dupla embreagem como na já citada VFR 1200, as motos deverão receber cada vez mais os câmbios sem embreagem manual. Graças a processadores dados cada vez mais rápidos e compactos, pode-se adotar o câmbio eletro-mecânico que possa combinar as duas tecnologias e criar as mudanças de marcha por botões ou simplesmente 100% automático.

 

Não faz sentido motos estradeiras como custom ou touring com motores com mais de 1.000 cm3 ainda usarem câmbio mecânico, com embreagem comum como as motos de 60 anos atrás. Nos carros também houve a popularização dos sistemas automáticos e automatizados do câmbio, presente inclusive em carros populares. Longe de qualquer romantismo anacrônico, acho realmente inaceitável que uma Harley-Davidson ou uma Honda Gold Wing ainda exijam a troca de marchas de forma mecânica.

 

- Freio único - Da mesma forma que a automação do câmbio deve seguir o padrão dos automóveis o mesmo deve ocorrer com as motos e em pouco tempo deveremos ter apenas um comando para as duas rodas. Um dos capítulos que mais provoca erro de pilotagem é a frenagem, justamente porque na moto pode-se separar o freio dianteiro e traseiro. Com ajuda da eletrônica essa dificuldade vai acabar.

 

Graças a processadores eletrônicos cada vez mais rápidos e ministurizados, já é possível incluir um acelerômetro (medidor de G) para atuar junto à unidade de controle dos freios. Dessa forma essa central pode entender se a moto está inclinada, se a frente afundou demais e controlar a divisão de carga nos freios dianteiro e traseiro. Resumindo: o motociclista vai acionar apenas uma alavanca (ou pedal) do freio e a moto fará tudo sozinha.

 

Mas para que isso funcione perfeitamente é preciso que a moto tenha freio a disco nas duas rodas. E já está prevista para 2016 a obrigatoriedade do sistema anti travamento em todas as motos comercializadas no Brasil. Pode ser que surjam novidades que consigam um bom compromisso entre anti-travamento e baixo custo.

 

Controle de tração - Também cada vez mais comum nos carros, já está presente em algumas motos de alto desempenho e custo. É praticamente o mesmo princípio do freio ABS, só que atua de forma a impedir que a roda traseira patine quando estiver com baixo índice de aderência. Outro temor dos motociclistas é piso molhado porque a redução da aderência é da ordem de 30%. Para garantir a frenagem já existe o ABS, mas para não derrapar nas arrancadas o controle de tração é uma mão na roda, literalmente.

 

Em breve deverá estar também nas motos mais baratas porque usa praticamente os mesmos recursos técnicos do ABS. Algumas motos de alto desempenho já contam com programas que podem gerenciar o desempenho e outros parâmetros do motor. É a forma mais inteligente de deixar a moto do jeito que o usuário quiser e não vai demorar muito para que esses sistemas cheguem também nas motos menores.

 

Fim das lâmpadas - Além de mais barato, o diodo emissor de luz (led) tem vantagens como maior durabilidade e flexibilidade de formato, além de baixo consumo de energia e menor geração de calor. Graças aos leds, faróis, lanternas e piscas podem ser menores, de formatos variados e permitir novos desenhos das motos.

 

Além dessas tendências ainda veremos muita pesquisa na área de combustíveis e energia. Por ser leve, a moto (e scooter) podem aproveitar melhor a energia do combustível. Por isso é natural que as motos venham a receber com mais facilidade e curto prazo o motor elétrico. Com o aumento da escala itens como as baterias de lítio deverão custar cada vez menos e melhorar a eficiência, assim como reduzir as dimensões. Basta lembrar como eram os primeiros telefones celulares e como são hoje!

 

Uma coisa pode ter certeza: a moto do futuro já está sendo preparada agora! 

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