Olhai por nós!

Clima de insegurança domina as ruas de São Paulo
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Geraldo Simões
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Apenas em um prazo de menos de 24 horas dois motociclistas foram baleados em São Paulo em duas tentativas de assalto. Um deles estava em uma BMW GS 1200 e o outro em uma BMW F 800R. O primeiro sobreviveu, o segundo não. Nas duas ações as motos não foram levadas, os dois motociclistas foram baleados como os búfalos no meio-oeste americano, no começo do século 19. Diz a lenda que os valentes cowboys entravam nos trens e atiravam com rifles nas manadas de búfalos só pelo prazer de matar. 

 

É assim que os motociclistas paulistanos estão se sentindo: como gado em manada à espera do inevitável predador. E não há uma solução a curto prazo, porque os casos aumentam na proporção direta das desculpas oficiais.

 

Não vou perder meu tempo, nem abusar de sua paciência com dados estatísticos, porque a estatística é a ficção da matemática. Para o secretário da segurança pública as estatísticas mostram que o número de latrocínio ou homicídios diminuiu. Mas para a esposa, os filhos e os pais de uma vítima foi 100% deles que perderam um ente querido. Quando um cidadão é assassinado é 100% dele que perdeu a vida. Essa é a única estatística que importa, todo o resto é conversa mole.

 

Já existe até um "mapa da criminalidade" em São Paulo, com as regiões com maior incidência de roubo. Isso é tão desesperadoramente descabido que chega a ser um atestado de incompetência administrativa. É como se o secretário de segurança pública afirmasse: "olha nós até sabemos onde são cometidos os crimes e a que horas". E o que precisa para acabar com eles?

 

Já passou da hora de acabar com essa situação de guerra civil. Aliás até uma guerra civil é mais justa, porque os dois lados são municiados. Na 'nossa' guerra só os inimigos estão armados e atiram primeiro para perguntar depois. Isso é um manifesto a favor do armamento civil? Não, mas apenas mostra como o cidadão se tornou presa fácil. Mas também revela que temos uma quantidade enorme de marginais rodando armados, sendo filmados, agindo impunemente como se fossem os predadores do topo da cadeia alimentar.

 

Pelo jeito a humanidade faliu!

 

CRÉDITO NA PRAÇA

Por outro lado temos uma boa notícia. Finalmente foi aprovada uma linha de crédito especialmente para compra de motos e carros. Um acordo firmado entre a Caixa Econômica Fcaptional, o Banco Pan e a Fenabrave pretende ampliar as operações de financiamento para automóveis e motocicletas. 

 

Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, “O setor das duas rodas recebe o acordo com muito bons olhos. O que certamente refletirá em uma recuperação das vendas". Desde 2012, o setor está patinando por causa da restrição aos créditos. Segundo os comerciantes, de cada 10 fichas cadastrais enviadas aos bancos apenas duas são aprovadas, o que revela uma enorme demanda reprimida.

 

Com esse acordo entre os bancos e a Fenabrave, espera-se que a queda de vendas anunciada recentemente em seja atenuada. "Esse acordo será mais efetivo do que outras medidas adotadas até o momento para ampliar a oferta de crédito aos consumidores". reforçou Fermanian.

 

Na prática equivale dizer que algumas categorias de motos, especialmente as mais baratas para uso de trabalho, se tornarão mais acessíveis. Não é de hoje que a moto se tornou uma ferramenta de trabalho importante em todo o Brasil e essa facilidade pode representar até um alívio no plano social com a entrada de novos brasileiros no mercado de trabalho, mesmo que sejam autônomos.

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