Sinergias sobre rodas, dentro e fora do Salão

Carros da Mercedes-Benz voltarão ao Brasil pela Nissan
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Roberto Nasser
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Um entendimento de meios e sinergias traçado entre a Aliança Renault-Nissan e a Daimler – dona da marca Mercedes – dará novo contorno à indústria automobilística. Consequências mundiais e reflexos no Brasil. Aqui a marca Nissan venderá serviços de montagem para um automóvel de marca Mercedes. No exterior, a Mercedes produzirá um carro de luxo para a Renault, a partir de desenvolvimento sobre um modelo Infinity, a marca de luxo da Nissan. E a Renault fará a próxima geração do Smart, o filho não assumido pela Mercedes, sobre a plataforma do Twingo geração 3.


Neste automóvel, outras duas consequências do acordo de sinergias: nova geração de motores, cuja amostra aparecerá no Salão do Automóvel em versão 1.6 sob o capô do novo Mercedes Classe B. Ele é base para produto a ser utilizado nas três marcas: pouco peso, limitado volume, cilindradas de 1.3 e 1.5, duplo comando de válvulas, injeção direta, turbo compressor, potência a partir de 150 cv, abundante torque em baixas rotações, baixas emissões. E uma nova transmissão automática, construída pela JATCO para a Nissan, com tecnologia Daimler, procurando sede para ser construída – México bem cotado.


Em menos de dois anos do entendimento, os passos concretos vão rápido, cobrados pelos executivos maiores de ambas as marcas, Carlos Ghosn pela Aliança e Dieter Zetsche pela Daimler, e sinalizam que novos projetos podem ser adotados.


Aqui

Fontes das empresas se esquivam, mas não se atrevem a negar as informações de haver definição de produto, e revendedores de automóveis da marca esfregam as mãos. Afinal, o projeto se enquadra na nova legislação fcaptional, e o desde a autorização a Mercedes poderá importar sem pagar o adicional de 30% sobre o IPI.


A fábrica que mudará a feição da Nissan no Brasil está em construção no município de Rezende, RJ, beirada da Via Dutra, quase na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Será acabada em 2013 e quer fazer 200 mil unidades em 2014. Para preencher projetada ociosidade industrial a união nipo franco germânica acertou fazer um Mercedes para o Brasil. Ainda não há, ou esta Coluna não conseguiu descobrir, individualização do produto.


O mercado afirma ser Mercedes, PO, com origem e pedigree, como o Classe C, aqui o mais vendido da marca e, se produzido localmente, será o único do segmento, projetando-se preço abaixo dos concorrentes. Mas pode ser novidade, como o Classe A, ou iniciativa comum, dividindo plataforma e mecânica, diferenciando-se apenas na carroceria.


O método não está definido, se será compra de serviços à Nissan, ou uma operação Mercedes-Benz sob teto alheio. Mas que o Mercedes será feito em Rezende, não há dúvidas


Amostras do Salão do Automóvel

A festa das quatro rodas se renova na 27ª edição do Salão que começa a público na próxima quarta-feira, no espaço de exposições do Parque Anhembi, em S Paulo. Templo do festejado Deus com motor e quatro rodas, mostrará sonhos em veículos conceitos, sugestões de próximos produtos, e irá aos finalmente exibindo o de vender em 2013 em nacionais e importados – exceto Lamborghini e Rolls Royce, por abrasão entre importador e organizadores pelo preço da locação do m2.


Dentre muitos, cinco novidades maiores e um sinal forte dirão presença: Ford Fusion com motor turbo; Chevrolet Onix; Renault Clio; Peugeot 208, VW UP!, e a curiosidade do Haima, sempre prometido e nunca vendido utilitário esportivo chinês. O sinal virá por veículo Conceito pela Nissan.


Matéria

Coisas palpáveis, disponíveis pós Salão, o novo Ford Fusion, mostrado aos jornalistas da terra em fugaz apresentação em Los Angeles, Califórnia. É boa evolução do equilibrado sedã, bem aperfeiçoado na carroceria marcada por perfil atualizado, mescla de Mercedes + BMW + Hyundai + Kia, grade frontal lembrando refinados esportivos ingleses Aston-Martin. Inicia no Brasil o atual caminho Ford – a minimização dos motores, baixando a cilindrada para 2.0, com turbo e dele conseguindo 240 cv de potência com menores consumo e emissões. A versão superior, Titanium, tração nas quatro rodas, inicia e chega a R$ 113.000. Depois, motor 2.5 Duratec do Ranger, 175 cv e tração frontal.


Chevrolet Onix é a novidade da GM. Estilo da GM no Brasil, liderado pelo mexicano Carlos Barba, desenho agressivo, sugerindo movimento e mescla entre traços italianados e novos coreanos. É a política da GM no Mercosul: carroceria nova sobre base antiga. No caso, a do decano Corsa. A empresa não informou se manteve a base do modelo 94, com suspensão simples, como utiliza para o Agile, ou se porta o sub agregado da suspensão frontal do Corsa 95. Será feito em Gravataí, RS, e deve dar fim ao Prisma.


Os extremos. A Renault terá novidades argentinas e nas pontas. Na superior, como esta Coluna informou, versão GT do Fluence, portando turbo compressor no motor Nissan 2.0, 16V, produzindo 180 cv. Será o mais caro da linha.


A 180 graus, o Clio chamado internamente Phase 6, carro da 2ª geração, no mercado há 14 anos. Como também aqui antecipado, frustra os que esperavam o lançamento da 4ª geração. É o Clio Campus com alteração frontal, com tentativa de enlaçar os traços que marcam a família, enfatizando o losango de seu logo. Decoração por faixas e adesivos, e motor 1.0 recalibrado para melhor torque em rotações inferiores. Mesmo trabalho de racionalidade feito no 1.6.


Sucessor do 206 de vida esticada como 207, o novo 208 será sucessor, sem os constrangedores remendos da série anterior. Diz a Peugeot, conviverá com uma versão de menor preço do 207, carro de entrada da marca. Lançamento e vendas em março, pós-Carnaval. Motorização 1.4 e 1.6.


Forma de atrair atenções à sua marca que intenta crescer em 2013, a Nissan desenvolveu carro conceito, para exibir sua sensibilidade em entender o Brasil. O colorido da carroceria exibe o choque dos japoneses do design, incluindo Shiro Nakamura, diretor da área, autor do Nissan GT 370, com a ditadura do Preto ou Prata num país tão colorido. O conceito foi desenvolvido na Califórnia, incluindo designers brasileiros, construído no Brasil. Nossos técnicos devem ser de pouca idade: a base dos espelhos é o conceito utilizado nos picape Ford F1000 fim da década de 1980.


Novidade maior, o anúncio formal de produção do UP! pela Volkswagen, no Brasil assunto sempre tangenciado. Será o carro de base, espécie de primeiro passo para o reinício da empresa, e conterá novidade tecnológica para abrir novo caminho no Brasil: a produção de motores 4 tempos com 3 cilindros para pequenas cilindradas – inicial 1.0, para adequar-se à nossa legislação tributária.


Marca chinesa, a Haima, representada pela Districar, mesma para Changan e SsangYang, diz ter novidade durante o ano. No Salão mostrará o 7, utilitário esportivo, motor 2.0 com, diz a assessoria, 110 cv. Correto o número, será projeto muito antigo, descredenciando o produto. É o terceiro anúncio de vendas. A Districar promete construir o Haima no Espírito Santo. Promessa para Santo parece coisa coerente – mas até agora não cumpriu.


Roda-a-Roda

Caminho - Diz a acreditada Automotive News Europe, a Volkswagen terá, em 2015, submarca para produtos mais baratos, iniciais aos novos consumidores dos BRICS. Exemplifica, repetirá a Renault e a marca Dacia para carros baratos.


Trilha – Via conhecida: nada de investir. Uso de plataformas e motores antigos, uma casca bonitinha e espartana em conteúdo, segurança no mínimo legal. Acredita-se, a VW se inspire no mercado nacional, em Renaults Clio, Ford Ka, Peugeot 207, família Corsa – Celta, Agile, etc.


Começo – A Porsche fez carro-conceito, mesclando o sedã Panamera com station wagon, Break, camioneta, chamando-o Sport Turismo. Híbrido, motores a gasolina V6 3.0 turbo, 333 cv e elétrico, 95 cv. Com certeza aparecerá a gasolina e diesel e, após, gaso-elétrico.


Acordo – Ford e GM unidas no fazer transmissões mecânicas, no revolucionário sistema com duas embreagens e uso como se fosse automática. A Ford vai fazê-las com 10 velocidades para automóveis, utilitários esportivos, picapes e esportivos. GM, 9 marchas para carros menores.


Verdade – No mercado em 2015. Nenhuma simpatia pessoal, mas negócios, economia, e planejamento para enfrentar concorrentes, como a Chrysler (Fiat) com caixa de 9V próximo ano.


Outro – Previsível, a Peugeot aplicou o bom conjunto de motor turbinado e câmbio automático sequencial de 6 velocidades ao 308, criando a versão Feline THP. Ainda, rodas leves de aro 17”, retrovisores externos em grafite, e sistema de navegação em tela de 7”. Vendas, novembro, branco, alumínio e vermelho.


Começo – A Hyundai informa, custos de revisão até 60 mil km do seu pioneiro modelo HB 20 serão R$ 1.624,96 para versões 1.0 e R$ 1.756,37 para 1.6. Anote. Em preços há grande independência entre fabricantes e revendedores.


Mercado – Medida dos mercados de S. Paulo e Belo Horizonte, o Feirão Auto Show diz: vendas de carros usados subiram 40% entre junho e setembro. Cada 0 km vendido corresponde negócio com 2,6 usados.


Razão – Razão curiosa, a expansão com financiamento por entidades lá presentes, ocorre porque as concessionárias fazem subavaliação dos veículos dos interessados em adquirir carros novos, e os donos vão ao Feirão vendê-los.


Brasil – Cargueiro fura pneu no Aeroporto de Viracopos, SP, e fica 45 horas na pista impedindo pousos e decolagens. Não é treino para a Copa, mas preparação para o nada no país de discurso, mídia, e ausência de providências.


Negócio – Crise europeia, custos e o imbatível baixinho voador, o Sebastien Loeb, multi campeão e piloto da Citröen, a Ford somou e saiu da temporada de rallies. Fez nome, experiência e aperfeiçoou tecnologia: o primeiro Focus e seu primoroso projeto de suspensão, direção e freios vieram de lá.


Proteção – Não está nos carros como prevenção, mas pode ser acessório: é o sistema automático que liga as luzes, tornando-os visíveis durante o dia. Coisa simples, resultados excepcionais. Reduziu acidentes em 28% no Canadá, 11% na Suécia. Fábrica de acessórios, a Dalgas disponibiliza para Mitsubishis.


Antigos – Colocaram fogo no galpão da Fazenda Esperança onde estavam os carros do Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, doados e ora na Prefeitura de Caçapava, SP.


Que coisa... – A Fazenda será loteada e os prédios centenários seriam restaurados para se transformar em espaço público, reinstalando o Museu. Será que a Prefeitura irá refazer o galpão em estilo inglês, ou simplificar o projeto do Museu, passando uma moto niveladora sobre os restos?


Gente – Dan Akerson, 64, engenheiro com pós em economia, CEO e Chairman da GM mundial, o número 1, visita. * No Salão, apresentar o Onix. * Concede conhecer a mais rentável de suas filiais. * Carlos Ghosn, 50 e picos, brasileiro, presidente da Aliança Renault-Nissan, prêmio. * “Presidente de Grupo” Eurostar 2012, (parece modelo de caminhão), mas é láurea da Automotive News Europe.



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