Ssangyong volta com modelos a partir de R$ 85 mil

Esse é o valor aproximado do Tivoli, SUV compacto que chega com outros 3 modelos em 2018. Veja impressões ao dirigir

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Redação WM1
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A sul-coreana Ssangyong, que teve duas passagens pelo Brasil e estava sem representação oficial no país desde agosto de 2015, anunciou o retorno de suas operações em setembro e agora apresenta à imprensa os quatro modelos que vai lançar, no primeiro trimestre de 2018: os SUVs compactos Tivoli e XLV, com motor 1.6 a gasolina e tração dianteira, o utilitário esportivo médio-compacto Korando, com tração integral eletrônica e motor 2.2 turbodiesel, e a picape Actyon Sports, com tração 4x4, caixa de reduzida e mesma motorização diesel.

Os preços e os pacotes de equipamentos serão anunciados somente em dezembro, porém a marca sul-coreana, agora com importação pela Venko Motors, a mesma empresa que trouxe a chinesa Chery ao país, disponibilizou para test-drive unidades de homologação dos quatro modelos, ainda sem os itens de série definitivos. O WM1 rodou com os carros e vai te contar aqui as primeiras impressões ao volante.

Para começar, vamos aos preços. A Ssangyong Brasil, empresa criada pela Venko para vender e prestar o pós-venda dos veículos da marca, dá uma estimativa de quanto os carros vão custar, considerando que cada um deles terá duas versões, sempre com o mesmo trem de força - todos têm câmbio automático de seis marchas com trocas sequenciais da Aisin.

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Legenda: Ssangyong Tivoli
Crédito: Ssangyong Tivoli

O Tivoli, modelo mais acessível da Ssangyong, vai custar entre R$ 85 mil e R$ 100 mil, valor inicial acima do cobrado pelas versões de entrada de rivais de peso no mercado, e citados por Marcelo Fevereiro, diretor de operações da marca no país: Nissan Kicks e Hyundai Creta, que, no entanto, têm câmbio manual e não contam com controles de tração e estabilidade nas suas configurações mais básicas - dois itens de série no Tivoli.

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Legenda: Ssangyong Tivoli
Crédito: Ssangyong Tivoli

Já o XLV, que basicamente é idêntico ao Tivoli, porém conta com traseira alongada para oferecer maior porta-malas, vai custar entre R$ 90 mil e R$ 105 mil.

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Legenda: Ssangyong Actyon Sports
Crédito: Ssangyong Actyon Sports

Por sua vez, a  picape Actyon Sports, que já foi vendida aqui e volta com nova dianteira e motor mais potente, terá preço sugerido entre R$ 120 mil e R$ 135 mil para brigar com as versões a diesel 4x4 da Toro, que começam em R$ 115.690 - construída sobre chassi monobloco, como a concorrente da Fiat, a Actyon Sports tem porte maior, porém inferior ao de modelos como Chevrolet S10, e capacidade de cargade 720 kg - inferior à uma tonelada da Toro.

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Legenda: Ssangyong Korando
Crédito: Divulgação

Por fim, o Korando volta ao país com fente redesenhada, motor mais forte e preço estimado para concorrer com as configurações diesel do Jeep Compass.

Outro ponto a destacar dos novos modelos da Ssangyong é o visual, bem mais harmonioso e menos exótico, para não dizer feio, dos carros anteriores da marca - uma influência, talvez, da aquisição do estúdio Pininfarina pela indiana Mahindra, atual dona da montadora da Coreia do Sul. Todos os carros avaliados trazem formas mais harmoniosas e detalhes como luzes diurnas de LEDs, além de rodas de liga leve de 18 polegadas, e acabamento caprichado no interior. Tudo isso apesar da semelhança com carros de outras marcas: o Korando lembra muito o Chevrolet Captiva em porte e visual, enquanto a traseira do Tivoli remete ao Mini Countryman e a lateral traseira do XLV tem toques de Land Rover Discovery Sport.

Todos os carros testados contam com freios a disco nas quatro rodas, controles de tração e estabilidade com assistente de partida em rampa e os obrigatórios ABS e airbag duplo frontal, mas sem apresentar recursos mais sofisticados de assistência à condução, como frenagem automática de emergência e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. Todos contam com garantia de fábrica de três anos.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR

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Legenda: Ssangyong Tivoli
Crédito: Ssangyong Tivoli

TIVOLI

Chamou a atenção o conjunto equilibrado do Tivoli, que apresentou desempenho compatível com o de rivais com motorização 1.6 - no caso, o SUV da Ssangyong tem embaixo do capô uma unidade de 128 cv de potência e 16,3 kgf.m de torque, disponível a 4.600 rpm. Em subidas mais íngremes, ele exige reduções da caixa de marchas de seis velocidades para manter o fôlego, enquanto as trocas são suaves. O trabalho da suspensão também merece elogios, sem muita rolagem da carroceria nas curvas e um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade, mesmo trazendo, na unidade avaliada, rodas grandes, de 18 polegadas. Também merece destaque o bom isolamento acústico, uma característica presente também nos outros três carros da marca. A direção elétrica bem calibrada tem três modos de condução: confortável, normal e esportivo, permitindo uma condução mais direta na terceira opção.

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Legenda: Ssangyong Tivoli
Crédito: Ssangyong Tivoli

As medidas são de 4,20 m de comprimento, 1,80 m de largura , 1,59 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos, o que proporciona espaço interno dentro da média para sua categoria, mas, como em rivais, três adultos passam algum aperto no banco de trás. O porta-malas tem capacidade para 423 litros. A Ssangyong informa que a lista de itens de série, ao menos na versão de topo, vai contar com sensor de chave, partida do motor por botão, bancos de couro, ar-condicionado digital de duas zonas e central multimídia.

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Legenda: Ssangyong Tivoli
Crédito: Ssangyong Tivoli

XLV

Como explicado acima, o XLV é igual ao Tivoli, exceto pela traseira alongada em 24 cm para ampliar a capacidade do porta-malas para bons 720 litros. Além disso, o modelo terá a possibilidade de escolher cores diferentes do teto e da carroceria, um atrativo também presente no Kicks, e composição de cores também nos bancos de couro. Assim como o Tivoli, o XLV traz ganchos Isofix para a fixação de cadeirinhas infantis.

ACTYON SPORTS

Enquanto Tivoli e XLV são modelos inéditos, da nova safra da marca asiática, a Actyon já foi comercializada aqui e volta com cara nova, traseira praticamente idêntica e cabine um pouco menos atual, porém com bom acabamento - a parte de cima do painel, por exemplo, traz superfície espumada e macia ao toque. Ela traz tração 4x4 convencional, ativada por meio de seletor eletrônico e que conta com caixa de reduzida para encararmos terrenos mais difíceis. Apesar de ser um pouco maior que a Toro (são 4,99 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,78 m de altura e 3,06 m de distância entre-eixos), tem menor capacidade de carga, como mencionado acima.

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Legenda: Ssangyong Actyon Sports
Crédito: Ssangyong Actyon Sports

O ponto alto da Actyon é mesmo o motor 2.2 turbodiesel, fabricado pela Ssangyong na Coreia e que conta com know-how obtido durante dez anos de parceria com a Mercedes-Benz, que forneceu motores para a marca coreana entre 1991 e 2000. O propulsor, já adequado aos limites de emissões Euro 6 (no Brasil, o padrão obrigatório ainda é Euro 5), é uma usina de força com folego de sobra, rendendo 178 cv e 41 kgf.m a apenas 1.400 rotações. Associado à transmissão automática, proporciona arrancadas e acelerações vigorosas, ao passo que a carroceria monobloco de automóvel, somada à boa calibração das suspensões, traz boa estabilidade.

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Legenda: Ssangyong Actyon Sports
Crédito: Ssangyong Actyon Sports

Segundo a Ssangyong Brasil, a Actyon Sports terá itens como partida do motor por botão, sensor de chave e bancos de couro, ao menos na configuração mais cara. A direção tem assistência hidráulica, uma tecnologia mais antiga.

KORANDO

O carro mais caro da marca chegou a ser vendido no país pela Districar, a representante anterior da Ssangyong no Brasil, antes do fim das operações e volta com frente reestilizada e o mesmo motor 2.2 turbodiesel da Actyon, no lugar do 2.2 anterior.

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Legenda: Ssangyong Korando
Crédito: Ssangyong Korando

O SUV com jeitão de Captiva traz o conjunto mais equilibrado do quarteto, com pouca rolagem da carroceria - o que deu para constatar nas estradas cheias de curvas onde foi realizado o test-drive, na região de Campinas (SP). Além disso, o Korando acelera muito bem e tem rodar silencioso, como também é possível deixar a tração nas quatro rodas ativada o tempo todo ao apertar de um botão (o que distribui 50% do torque para cada eixo) - normalmente, o carro faz a divisão da força de forma automática e eletrônica, a depender das condições de aderência. Tecnicamente, o Korando está apto para encarar vias sem pavimentação, embora as rodas de 18 polegadas e os pneus de perfil mais baixo não sejam os mais adequados para esse tipo de uso.

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Legenda: Ssangyong Korando
Crédito: Ssangyong Korando

As medidas são 4,41 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 m de altura e 2,65 de entre-eixos, com porta-malas de 486 litros. Na versão mais completa, vai contar com bancos de couro, ar-condicionado digital, bancos dianteiros com ajustes elétricos, direção elétrica e luzes diurnas de LEDs.

FUTURO

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Legenda: Ssangyong Rexton
Crédito: Ssangyong Rexton

Com expectativa "modesta", nas palavras do executivo Marcelo Fevereiro, de vender 3.000 unidades no país em 2018, a Ssangyong Brasil tem hoje 16 concessionárias e os planos são de expandir a rede para aproximadamente 50 unidades no fim do ano que vem. Em novembro de 2018, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, a montadora vai apresentar a nova geração do SUV grande Rexton, revelada em março passado no Salão de Seul e equipada com o mesmo motor 2.2 turbodiesel do Korando e da Actyon Sports, porém com calibragem específica. O diretor de operações da marca também adianta que a empresa tem planos de desenvolver tecnologia flex para seus modelos a gasolina, com engenharia nacional, possivelmente já no ano que vem, e lançar veículos com transmissão CVT.

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