A tecnologia Sequel: AUTOnomy + Hy-Wire

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Karina Autopress
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- Sequel, em inglês, é seqüência, e o veículo a células de combustível Chevrolet Sequel é exatamente isso: o mais recente de uma trilogia de carros-conceito FCV fuel-cell vehicles, utilizando a plataforma do primeiro AUTOnomy de 2001 e a tecnologia drive-by-wire de dois anos mais tarde, no Hy-Wire.

Existem, na realidade, dois Sequels: Sequel 1 e Sequel 2, montados no Technical Center de Warren, Michigan, em janeiro passado. Os dois serão usados intensamente como veículos de teste e não como carros de show.

A plataforma do AUTOnomy, uma espécie de prancha, ajuda a manter um baixo centro de gravidade, próprio a um carro esportivo baixo, enquanto ao mesmo tempo possibilita o uso de carroçarias altas, tipo SUV.

Do Hy-Wire, as tecnologias by-wire substituem os sistemas tradicionais de freios e direção assistidos por uma série de sensores e aparelhos de controle, atuadores e motores elétricos. Essas tecnologias, de acordo com os engenheiros da GM, representam o futuro dos sistemas de direção e frenagem, já que podem fornecer “sensações” diversas, personalizadas, de esterçamento e frenagem. “Regular” esses sistemas para as mais diversas condições de uso depende apenas de uma ligeira reconfiguração do software.

O sistema de direção steer-by-wire fornecido pela Visteon incorpora um aparelho “observador” que reúne informações vindas de oito controladores que monitoram sem parar os eventos de aceleração e frenagem e os traduzem em sensações entregues ao motorista por meio do volante de direção.

Os Sequel possuem três motores de tração, um na frente e um dentro de cada roda traseira. Como não há órgãos de transmissão, o torque é entregue diretamente às rodas. Os três motores dão um torque total de 40 kgm, suficiente para levá-lo de zero a cem em cerca de 10 segundos. Além desses, há quatro outros motores elétricos, dois para esterçar as rodas dianteiras e dois para esterçar as traseiras.

O sistema de freios foi fornecido pela PBR International australiana. A PBR fornece os sistemas de freios para a Holden, a subsidiária da GM que desenvolve a arquitetura Zeta dos futuros carros de tração traseira da corporação, o primeiro dos quais será o Camaro 2009. Os Sequel incorporam frenagem regenerativa, que pode entregar um aumento momentâneo de potência vinda diretamente das baterias.

Stefan Anger, gerente geral de aplicações de engenharia da PBR, garante que o sistema é extremamente flexível, e que “pode fazer a sensação de um Suburban ser a de um Corvette.”

O pacote de baterias de íons de lítio é fornecido pela Saft SA francesa, que acaba de fazer uma joint-venture com a Johnson Controls americana tentando fazer baterias mais avançadas que garantam que não aconteça a mesma coisa que está ocorrendo com as baterias de computadores pessoais, que em alguns casos têm superaquecido e explodido.

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José Luiz Vieira é engenheiro automobilístico e jornalista, diretor de redação da revista Carga & Transporte e do site TechTalk www.techtalk.com.br, sócio-proprietário da empresa JLV Consultoria e um dos mais respeitados jornalistas especializados em automóveis do Brasil. Trabalhou como piloto de testes em várias fábricas e foi diretor de redação da revista Motor3. E-mail: joseluiz@jlvconsultoria.com.br

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