Transportar alimento pronto é o desafio

Setor de food service, que cresce 12,5% ao ano, precisa de mais veículos para distribuição, mas só Renault e DaimlerChrysler estão presentes na Fispal
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- O setor de alimentação fora de casa chamado de food service cresce em ritmo acelerado no Brasil, 12,5% ao ano. A cada R$ 100 gastos com comida pelo consumidor brasileiro, R$ 25 são com despesas fora de casa: no restaurante ou com comidas prontas que são levadas pra casa. A estimativa dos especialistas do setor é que, em 15 anos, metade do que o brasileiro gasta com alimentação será com comidas feitas fora de casa. Bom, mas o que tem isso a ver com a indústria automobilística? Muito. Muito mesmo, embora poucas montadoras tenham dado conta disso. Apenas Renault e DaimlerChrysler estão presentes na Fispal, a maior feira do setor de alimentos da América Latina, que começou ontem e vai até quinta-feira no Anhembi.

O que mais se discute no evento deste ano é a logística necessária para transportar alimentos num país tão grande como o Brasil de forma eficiente, em tempo recorde, para que o produto possa chegar nas melhores condições de conservação no local de consumo.

Os distribuidores de alimentos prontos buscam alternativas para atender a essa crescente demanda. O segmento é hoje importante para as montadoras de veículos, que precisam atender esse mercado criando soluções tecnológicas para melhorar a logística de distribuição.

O Brasil tem um milhão e 300 mil estabelecimentos que trabalham com alimentação pronta. São pequenas, médias e grandes empresas, situadas principalmente nos centros urbanos, locais de mobilidade complexa. A Kombi e os caminhões não atendem mais esse mercado, que exige veículos modernos e menores, adaptados para atividades específicas, com áreas refrigeradas, aquecidas e assim por diante.

“Compro produtos alimentícios no interior de São Paulo e recebo em nosso armazém em Taboão da Serra duas vezes por semana. O alimento é preparado e sai em uma carreta diariamente para nossa filial de Brasília. Lá temos uma série de veículos que fazer a distribuição em Brasília e Goiânia. Uma vez por semana, sai uma carreta daqui para Maceió, de onde é feita a distribuição para todo o Nordeste”, disse um empresário do setor, que reclama da falta de opções de veículos apropriados para fazer a distribuição de alimentos prontos.

Os alimentos andam pelas estradas brasileiras às vezes em condições precárias de transporte. O setor reclama da falta de veículos especializados. Uma rede de lojas de comida rápida distribui diariamente hortaliças produzidas em Santa Catarina para todos os cantos do País, ingrediente que faz parte do principal alimento da empresa. O produto precisa chegar em perfeitas condições, fresco, no menor tempo possível.

A Renault levou à Fispal o Master L2H2 Isotérmico Frigorífico, com chassi médio de teto alto, e o Master L1H1 de oito metros cúbicos, com chassi curto de teto baixo. Este conta com isolamento térmico e prateleiras internas, assim como o Kangoo Express, que também estará no evento. A linha Master tem motor diesel 2.5 de 16 válvulas e 115 cavalos de potência.

A DaimlerChrysler mostra no evento o furgão Mercedes-Benz Sprinter 313 CDI e o chassi Sprinter, que pode ser adaptado para outros tipos de carroceria. Ambos são equipados com motor de 129 cavalos de potência.

A feira deve atender a um público de 63 mil profissionais do setor de alimentos, que representam quase um milhão de estabelecimentos. São 1.483 expositores, do Brasil e do exterior. A organização da Fispal Food Service espera alcançar um movimento de negócios 10% acima do ano passado, que foi de R$ 2 bilhões.

Com Marco Aurélio Zanni

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Joel Leite joelleite@autoinforme.com.br é diretor da agência de notícias especializada no setor automotivo AutoInforme. Produz e apresenta o quadro sobre automóveis no programa Shop Tour e fornece informações para vários veículos de comunicação. É especialista no mercado de automóveis desde 1984, quando começou no Jornal do Carro do Jornal da Tarde. Joel é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Comunicação e Semiótica.

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