As categorias do Rally dos Sertões 2002

Organização da prova alterou nomenclaturas para este ano
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Redação WM1
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- A organização do Rally dos Sertões alterou as categorias da prova para este ano. Termos como “TTD” e “TT2”, por exemplo, usados para os carros até o ano passado, estão de fora. Saiba como ficaram as categorias:


Motos e quadriciclos
O rali é aberto para motocicletas do tipo off-road de todas as marcas normalmente comercializadas. O regulamento das motos será baseado no regulamento do Rally Cross-Country/Baja 2002 da Confcaptionação Brasileira de Motociclismo CBM.

São artigos obrigatórios para uso dos pilotos: protetor dos manetes, um isqueiro, frasco cantil com no mínimo dois litros de água, capacetes, camisa de manga comprida, calça, botas, luvas, colete, barraca, GPS l, rádio VHF HT, carteirinha de licença de Rádio Amadorismo e o certificado de propriedade da moto. Estas motos, segundo a CBM, deverão responder a normas de segurança impostas pela Convenção Internacional, sobre circulação rodoviária e quaisquer normas de segurança impostas pelo regulamento da CBM e do Brasil.

As motos serão classificadas como:

Classe 1 – Marathon
São as motocicletas de Trail até 400 cilindradas comercializadas no mercado brasileiro exemplos: DT 200, XL 250, XLX 350, Sahara 350, XR 200, XT 225, Falcon 400, Agrale 200 originais de fabrica. Toda a motocicleta deve ser original de fabrica, sendo podem ser alterados pneus e rodas livres; tanque de combustível e bancos livres, ponteira de escapamento livre 102 db; transmissão secundária livre; guidons com controles e cabos livres.

Apenas um motor poderá ser utilizado durante todo o rali e será lacrado ou marcado durante a vistoria técnica pela organização. Caso haja rompimento do lacre ou alteração da marcação, a motocicleta passa automaticamente a competir na categoria Super-production com seu tempo original acrescido em 30 minutos de penalização.

Apenas o trabalho de manutenção normal poderá ser feito nas motocicletas, como limpeza de filtros, trocas de pneus, aros, raios, pastilhas de freio, lonas de freio, pára-lamas, regulagem de mistura de combustível no carburador, substituição ou concerto de peças desde que não sejam internas do motor. Também só é autorizado um chassis em toda a prova, sendo permitidos apenas reforço.

Classe 2 – Production
São as motocicletas de Enduro, com motorização 2T dois tempos até 380 cilindradas ou motorização 4T até 700cc comercializadas no mercado brasileiro. exemplos: XR 400R, WR 400F, XT 600, DR 350E, DRZ 400E, KLX 300, Gas Gas EC 200 e EC 250, Husaberg FE 400/501/600, KTM 250/300/380/400/520 EXC, Husqvarna TE 410/500/610 E, etc. Tiago Fantozzi foi o campeão da geral correndo nesta categoria, no ano passado.

As regras de preparação das motos nesta classe são as mesmas da Marathon, citadas acima.

Classe 3 – Super Production
Motocicletas de Enduro, Cross, Rally e Protótipos com motorização de 125 cilindradas e acima com preparação livre, desde que possuam sistema de iluminação com geração própria de luz. É a categoria mais badalada; correm nela neste ano o campeão da geral em 2001 Tiago Fantozzi, Jean Azevedo, o português Paulo Marques, entre outros pilotos famosos.

A preparação de toda motocicleta é livre. Será marcado apenas um chassis durante todo o rali, e existindo a confirmação da alteração da marca ou substituição do chassis, o piloto será desclassificado da prova.

Classe 4 – Quadriciclos
Válida para quadriciclos comercializados no mercado brasileiro. Em 2001, Carlos Collet tornou-se o primeiro a completar o percurso dos Sertões num “quadri”. Ele estará no rali também neste ano, com outros companheiros de classe.


Carros e caminhões
O rali é aberto para carros e fora-de-estrada utilitários com tração nas quatro ou duas rodas de todas as marcas normalmente comercializadas.

Os carros e caminhões são classificados como:

Production e Production Diesel
Veículo de fabricação comercial tipo utilitário com tração 4x4 ou 4x2 com no mínimo 10 unidades produzidas do veículo. Na Production, o combustível é gasolina ou álcool. O motor deve ter até 3.000 cilindradas inclusive, com preparação livre.

O sistema de suspensão deve ser original exceto amortecedores e molas, com pontos de fixação da suspensão e suportes originais, porém estes podem ser reforçados. Máximo de dois amortecedores por roda. No câmbio, a caixa de transferência e a relação de engrenagens também devem ser originais do veículo, bem como os diferenciais.

O chassis deve ser original, mas os reforços são permitidos. Na carroceria e caçamba são permitidos reforços e substituição de peças por fibra de vidro. A caçamba deverá permanecer fechada, porém é permitida a remoção da tampa traseira. É proibida troca e retirada do assoalho.

Super Production e Super Production Diesel
Veículo de tipo utilitário com tração 4x4 ou 4x2; na Super Production, o combustível é a gasolina ou álcool. A cilindrada do motor é livre, assim como os chassis e a distância entre eixos. Também é livre a preparação da suspensão, diferenciais, câmbio e demais itens.

Por isso estas são as categorias das equipes de fábrica. Na SP Diesel correm os atuais campeões Édio Füchter/Milton Pereira, além de Reinaldo Varela/Edgar Fabre, Klever Kolberg/Lourival Roldan. Ulysses Bertholdo/Alberto Zoffman e Guilherme Spinelli/Andrey Valério correm na SP com veículos a gasolina.

Protótipos
São veículos cuja carroceria é totalmente descaracterizada de sua marca original, fabricados artesanalmente, não originais de fábrica, sem produção em série, sendo permitido o uso de mecânica de uma marca e carroceria de outra, desde que esta carroceria seja proveniente de veículos fora de linha. Entende-se por veículos fora de linha, veículos que não são fabricados há mais de dez anos.

Incluem-se também nesta categoria veículos 4x4 e 4x2 fora de linha, tais como: Engesa, Toyota Bandeirantes, Jeep e Rural Ford Willys, Lada Niva, com motorização e mecânicas livres e Suzuki Samurai somente com motorização não original. Gaiolas mono ou bi-postos, buggies 4x2 ou 4x4 também se enquadram nesta categoria, bem como os fusca VW Baja e gaiolas e protótipos de fora do Brasil.

O combustível pode ser gasolina, álcool ou diesel. A cilindrada do motor é livre, assim como os chassis e a distância entre eixos. Também é livre a preparação dos demais itens.

Caminhões
Aberta a veículos classificados como caminhões e produzidos no Brasil, com peso acima de 3.500 kg e tração em pelo menos dois eixos. É obrigatório o combustível ser o óleo diesel e o veículo deverá ser carenado ter cabine. Os demais itens de preparação são livres.


Categoria Expedition
Aberta a qualquer tipo de moto ou carro off-road. Os participantes desta categoria não farão parte da classificação da prova por se tratar de uma categoria de passeio sem o espírito de competir. O percurso é distinto dos veículos de competição.

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