Doze razões para celebrar o fim do reabastecimento na F1

Depois de 16 anos, o reabastecimento durante a corrida está finalmente banido
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O Grupo de Trabalho Esportivo da F1 foi convidado a vir com idéias novas para "melhorar o show" na F1 em 2010. Mas a melhor decisão para melhorar o show foi tomada nesta época do ano passado. Depois de 16 anos, o reabastecimento durante a corrida está finalmente banido. Isto fará com que a F1 fique mais emocionante, mais fácil de seguir, menos dispendiosa e mais segura.

1. Classificação será mais emocionante
Nos últimos anos, sempre que um piloto conseguiu uma volta voadora para ficar com a pole position, ao invés de exclamações do tipo "que grande volta", o que se ouvia era "Quanto combustível que ele tem a bordo?

No próximo ano, saberemos que quando o piloto conquistar a pole position será porque ele conseguiu tirar tudo do carro na configuração mais rápida possível!

Os pessimistas que insistem que o carro mais rápido sempre conquistará a pole position, devem fazer uma pausa para considerar a última temporada em que tivemos baixo nível de combustível na classificação. Juan Pablo Montoya fez a pole position sete vezes em 2002 - mas não ganhou sequer uma corrida naquele ano.

2. Mais fácil comparar o desempenho dos pilotos
Com todos os pilotos indo para a classificação com pouco combustível, seremos capazes de dizer muito facilmente quem tira o máximo de seu carro durante uma única volta - especialmente entre os companheiros de equipe. Não haverá mais razão para aqueles cálculos tediosos e artificiais sobre "quem fez o que" considerando o nível de combustível.

3. As corridas serão menos artificiais
Embora a classificação por eliminatórias Q1,Q2,Q3 tenha trazido uma nova dimensão aos sábados, isto criou o estranho fenômeno onde os pilotos da sexta fila podiam estar colocados em melhores situações de estratégia por não terem participado do Q3 e portanto terem suas estratégias de combustível livre.

Em suma, ter se classificado em nono ou décimo podia colocar um piloto em desvantagem em relação ao 11º ou 12º. Esta vantagem artificial será neutralizada em 2010.

4. Economia de dinheiro
Esta é uma das principais razões pelas quais o reabastecimento está sendo banido.

Carregar dois equipamentos de reabastecimento por equipe em todo o mundo não é barato, especialmente quando há um grupo de mais 4 novas equipes aparecendo.

5. Pilotos andarão no limite o tempo todo
Se o uso generalizado do radio ao vivo dentro do carro de F1 mostrou-nos alguma coisa, é que assim que um piloto fica preso atrás de um rival, ele se concentra mais em tentar economizar combustível - para conseguir vantagem nos pits - do que tentar ultrapassar na pista.

Duvido que a proibição de reabastecimento aumentará muito mais o número de ultrapassagens - o problema tem mais a ver com a sensibilidade aerodinâmica dos carros e, em menor medida, os desenhos das pistas. Mas, pelo menos, será um incentivo a mais para o piloto tentar a ultrapassagem, o que só pode ser uma coisa boa.

6. Estratégia de corrida será mais interessante e emocionante
A proibição de reabastecimento não significa a morte de estratégia de corrida. Em vez disso, os finais de semana de Grande Prêmios terão uma dimensão estratégica com consequências mais interessantes para as corridas.

Agora vai ser tudo sobre conseguir fazer uma corrida inteira com apenas uma troca de pneus, guiar o carro com muito cuidado e ao mesmo tempo velozmente no início das corridas para economizar pneus e tentar evitar uma parada extra. Alguns analistas já estão falando das possibilidades dos pilotos que são amáveis com seus pneus como o atual campeão do mundo, Button versus aqueles que não conseguem ser como o último, Hamilton.

Quando as regras de reabastecimento foram impostas em 1994, o órgão dirigente ignorou o fato de que esta faceta da regra permitiu que a Williams dominante em 1993 tenha sido batida por um carro de menor peso em uma pista seca. Michael Schumacher não fez sua parada final para trocar os pneus no Estoril e manteve a liderança, apesar de ser perseguido por Alain Prost na fase final.

Há rumores de que a FIA está considerando fazer dois pit stops obrigatórios em 2010. Isso seria uma péssima idéia, pois mataria completamente qualquer possibilidade de variedade estratégica. Em vez disso, eles deveriam ir na direção oposta e remover a obrigatoriedade de os pilotos terem que fazer pelo menos um pit stop.

7. Concorrência mais justa
A F1 nunca foi pensada para o reabastecimento, pelo menos na era moderna. Os pits só permitem que 1 carro por equipe seja reabastecido de cada vez, obrigando os pilotos da mesma equipe a terem estratégias ligeiramente diferentes. Então, em ocasiões em que o safety-car entrou na pista, vimos corridas arruinadas de pilotos que tiveram que esperar na fila atrás de seu companheiro de equipe.

É decepcionante, pois ninguém tentou corrigir este problema nos últimos 16 anos, mas pelo menos ele não importa mais agora.

8. Fica mais difícil para as equipes favorecer um piloto
Não há dúvida, há sempre uma estratégia de combustível que é superior a outra - mesmo se a diferença for de apenas uma volta aqui ou ali. Sem reabastecimento de combustível vai ser muito difícil termos essas "Equipes X sempre favorecendo piloto Y" em 2010.

9. Mais um desafio para os pilotos
Ninguém está dizendo que a F1 é fácil. Mas no momento, os pilotos de F1 tem que acertar seus carros para trabalhar dentro de uma faixa de peso de cerca de 630 kg a 700 kg. Essa faixa de peso vai praticamente dobrar em 2010, deixando pilotos e equipes com uma missão muito mais difícil e radicalmente diferente, do início da corrida para o fim, com tempos de volta que podem cair até cinco segundos durante a corrida.

Isso abre uma margem muito maior para a variedade de acertos de carro, estratégias e performance - isso para não mencionar o potencial de um acerto errado e o piloto acabar com um carro que destrói os pneus no início de uma corrida, ou até mesmo do carro não conseguir gerar calor suficiente para aquecer os pneus no final de uma corrida, quando estarão muito mais leves.

10. Pistops mais emocionantes
Os pit stops que acontecerem serão muito rápidos, rajadas emocionantes da energia com as equipes lutando para trocar os quatro pneus e liberando os carros o mais rápido possível.

Como o reabastecimento quase sempre demora mais do que uma troca de pneus, a pressão sobre os mecânicos tem sido menos severa nos últimos anos. Mas, em 2010 a rapidez com que os mecânicos girarem em torno do carro vai determinar o pouco tempo que o seu piloto perderá. Em 1993 a Benetton conseguiu uma troca recorde de pneus em meros 3.2 segs! Será que alguma equipe vai conseguir bater esse tempo em 2010?

11. Mais segurança
Assim como 16 anos de desenvolvimento não impediram falhas em equipamentos de reabastecimento, também não conseguiram eliminar os incêndios na hora do reabastecimento. Houve uma onda de incêndios no GP da Hungria do ano passado e mais incidentes neste ano também.

O lado negativo disso é que os carros estarão transportando muito mais combustível no começo da corrida, o que aumenta o risco de incêndio. No entanto os carros de hoje são muito menos propensos a pegar fogo com o impacto. Além disso, os fiscais estão muito mais rápidos para chegar no local do problema do que costumavam ser. No balanço eu suspeito que estamos melhor dessa forma.

12. Ultrapassar será mais importante
A batalha por posição é mais emocionante quando é significativa. Um piloto com um carro leve ultrapassar outro com um carro muito mais pesado é menos convincente, porque você sabe que ele vai ter que, eventualmente fazer um pitstop, e muito provavelmente perder a posição novamente.

No próximo ano, quando um piloto ultrapassar outro, será uma ultrapassagem mais decisiva. Eu gosto muito mais de ver isso do que uma ocasional troca de posição só porque um dos pilotos teria que parar para reabastecer.

Sei que algumas pessoas não estão convencidss sobre a proibição do reabastecimento - especialmente aqueles que não assistiam F1 antes de 1994. Existem desvantagens da proibição de reabastecimento, mas eu acho que elas são amplamente compensadas pelos benefícios.

Por Keith Collantine


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