F-1: na vitória de Alonso, Schumacher desiste do título

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Rodolpho Siqueira
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- O espanhol Fernando Alonso, da Renault, chegará ao Brasil para a disputa do último GP da temporada precisando de apenas um ponto para garantir seu segundo título consecutivo independentemente do resultado de seu único rival na briga pela coroa de campeão, Michael Schumacher, da Ferrari. A difícil situação levou o piloto alemão a declarar que desiste da briga do título de pilotos, por achá-lo já fora de seu alcance. “Vou me concentrar na disputa do título de construtores, para ajudar a Ferrari”, comentou.

A situação é resultado de uma seqüência de reviravoltas que estão tornando este um dos finais de temporada mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. No GP da China, tudo indicava que Alonso venceria com facilidade, mas um jogo de pneus defeituoso e o problema com uma porca de roda em um pit stop deram a Schumacher a chance de ganhar a prova e liderar o torneio pela primeira vez no ano – embora empatado em pontos com Alonso.

Mas no Japão, onde o domínio da Ferrari e de outros carros equipados com pneus Bridgestone parecia indiscutível, o imponderável agiu novamente: diante de um enorme público de 160 mil pessoas quase três vezes o do Brasil, o pole Felipe Massa, da Ferrari, perdeu a chance de lutar pela vitória devido a um pneu furado. Schumacher passou a liderar, mas o motor quebrou na volta 37, abrindo caminho para o pior resultado possível para o ferrarista, faltando apenas o GP do Brasil: uma vitória de Alonso. Foi o primeiro abandono de Schumacher por este tipo de defeito em nada menos que seis anos consecutivos. Mais grave ainda para o alemão, a vitória de Fernando Alonso aconteceu quando Michael não obteve sequer um ponto.

Schumacher está agora dez pontos atrás de Alonso. A única alternativa para o alemão é vencer o GP brasileiro e esperar que o espanhol da Renault não pontue. “Para mim, o campeonato de pilotos está acabado”, declarou. “Nossa equipe é excelente: nosso pessoal é o melhor que já conheci. Estou muito feliz com o trabalho dos mecânicos e dos engenheiros da Ferrari. O automobilismo é isso mesmo. A gente ganha e perde juntos. Eu não estou muito desapontado. A vida e as corridas são assim”, falou Michael, meio poético.

“Mas nós devemos ter muito orgulho do trabalho que fizemos em 2006”, continuou ele. “Chegamos ao GP do Canadá com 25 pontos de desvantagem para a Renault e nem vocês os jornalistas presentes ou outras pessoas imaginariam que daríamos a volta por cima, mas nós demos. Agora estamos aqui, nove pontos atrás no Campeonato de Construtores”.

Apesar de suas chances de ser campeão pela oitava vez dependerem do fracasso de Alonso, Schumacher disse que não é por isso que ele torce. Ao contrário, ele prefere se concentrar na briga pelo título de construtores. “Antes de mais nada nós vamos lutar por este título. Então, veremos o que acontece na disputa dos pilotos. Eu não gosto de pensar em uma corrida que eu preciso vencer e torcer para o outro piloto não terminar. Essa idéia não me agrada”.

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